Déficit da Previdência cresce 74,5% e é o maior desde 1995

O atual rombo representa 2,4% do PIB. Em 2015, o índice era de 1,5%

Por Agência Brasil

Déficit da Previdência cresce 74,5% em 2016 e é o maior desde 1995

O déficit previdenciário atingiu seu pior patamar desde 1995, quando começou a série histórica, e fechou 2016 em R$ 149,7 bilhões – um aumento de 74,5% em relação ao valor registrado no ano anterior, de R$ 85,8 bilhões. Os cálculos divulgados pelo governo mostram que o atual rombo representa 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2015, o índice era de 1,5%. 

De acordo com o Ministério da Fazenda, em 2016, as despesas previdenciárias somaram R$ 507,9 bilhões, o equivalente a 8,2% do PIB. As receitas totalizaram R$ 358,1 bilhões ou 5,8% do PIB. O rombo real da Previdência, descontada a inflação, foi R$ 151,9 bilhões. A Previdência urbana apresentou déficit de R$ 46,3 bilhões no ano passado, o que representa 0,7% do PIB. O número já desconta a compensação da desoneração da folha. A Previdência rural teve um saldo negativo de R$ R$ 103,4 bilhões (ou 1,7% do PIB).

O secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, defendeu que questões estruturais e conjunturais explicam o forte aumento do rombo do INSS no ano passado. “Há o aspecto da demografia, já que a sociedade envelhece e isso gera cada vez mais benefícios, mas também há questões conjunturais. Em um ano particular, você pode ter uma geração de empregos menor. Como a arrecadação previdenciária está muito relacionada à folha de pagamentos, isso afeta”, explicou. 

Para este ano, a expectativa da pasta é um novo aumento no déficit previdenciário. A previsão, segundo o secretário, é um resultado negativo em torno de R$ 180 bilhões. Para Caetano, ainda que a Reforma da Previdência proposta pelo governo seja aprovada até dezembro, o impacto nos cálculos de 2017 é baixo, já que a discussão no Congresso deve se desenrolar ao longo do ano.


leia também

Dilma diz que sofreu segundo golpe de Estado na vida - Ex-presidente afirmou que recorrerá contra o que chamou de “fraude”

A China fez o que o mercado queria - Corte de juros era algo esperado, mas ainda não é suficiente para ajudar na recuperação econômica, afirmam especialistas

A estabilidade do funcionalismo público é mesmo necessária? - O tema é particularmente importante no contexto de ajuste fiscal, avalia Zeina Latif

A punição virá das gôndolas? - A tentativa de boicote às marcas do Grupo J&F

A responsabilidade da gestão é ainda maior na saúde - Para Pizzato, da Unimed POA, zika é reflexo de falta de planejamento

A responsabilidade do Congresso - O cuidado com os recursos públicos e o respeito à restrição orçamentária deveriam ser valores da casa, opina Zeina Latif

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: