Previsul projeta entrada em novos ramos de seguros

Administradoras de consórcios passam a ser alvo da companhia

Da Redação

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Renato Pedroso, presidente da Previsul

Para este ano, a Previsul prevê atingir R$ 348,8 milhões em prêmios emitidos, com investimentos na ordem de R$ 6 milhões em sistemas e ferramentas operacionais. “Esperamos alcançar em 2017 um resultado líquido de R$ 23 milhões. Para isso, estamos iniciando nossas atividades em ramos elementares, com o seguro de quebra de garantia, que é voltado para administradoras de consórcios”, conta Renato Pedroso (foto), presidente da Previsul. “Nossa intenção é ampliar a atuação da companhia nesse ramo, com a possível entrada em seguros residenciais e financeiros”, emenda Pedroso. 

O CEO faz um balanço positivo da atuação da Previsul em 2016. “A companhia se destacou em um mercado recessivo e competitivo. Atingimos os nossos objetivos e até superamos algumas marcas traçadas para o ano como, por exemplo, de emissão e lucro líquido. O mais importante foi ter conquistado, de forma consistente, o apoio e a confiança do corretor de seguros em nosso trabalho, refletido em novas vendas de seguros de pessoas, que atingiram R$ 9,2 milhões até outubro”, revela. Entre janeiro e outubro, a companhia cresceu 24% e emitiu R$ 200,2 milhões em prêmios. O setor, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), cresceu 7,9% até outubro em relação ao mesmo período do ano passado. “Um dos fatores que contribuíram para o nosso crescimento foi o aumento da base de corretores, na ordem de 11%, chegando a 4.250 no total”, afirma Pedroso, ressaltando que mesmo com o aumento na emissão de apólices, a sinistralidade global da companhia cresceu apenas 6% e o lucro líquido, 50,6%, atingindo R$ 14,4 milhões até outubro.

O mercado de seguros, a exemplo de toda a economia, sentiu os efeitos da crise no ano passado. As contratações de risco no ramo de pessoas, que exclui os planos de previdência, chegou a apresentar retração superior a 1%, de acordo com um levantamento da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Contudo, considerando que o setor de serviços apresentou retração de quase 7% no ano passado, é possível dizer que, mesmo com a crise, o mercado de seguros é menos impactado, por ainda apresentar uma demanda reprimida”, avalia Pedroso, lembrando que se deve incluir na retração o impacto inflacionário, o que levará o setor de seguros de pessoas, onde a Previsul atua, a apresentar um número negativo em 2016. 

Com 110 anos de atuação, a Previsul é referência em seguro de pessoas no Brasil. A empresa está presente em nove Estados com oito escritórios, além da matriz em Porto Alegre (RS). 



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