Inflação medida pelo IPCA fecha 2016 em 6,29%

Grupo de transportes influenciou o índice em dezembro

Por Agência Brasil

Grupo de transportes influenciou a inflação em dezembro

A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou dezembro com variação de 0,3%, o mais baixo para o mês desde o resultado de 0,28% de dezembro de 2008. Assim, o IPCA – a inflação oficial do país – fechou o ano de 2016 com variação acumulada de 6,29%. Com isso, o IPCA encerrou o ano abaixo do teto do intervalo do sistema de metas de inflação, de 6,5%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11). De acordo com economistas, a recessão é responsável por grande parte da contenção dos preços nos últimos meses e seguirá assim ao longo deste ano quando o IPCA tenderá a se aproximar mais de 4,5%. Neste ano, o teto da meta de inflação é de 6%.

A alta do IPCA entre novembro e dezembro foi influenciada principalmente pelo comportamento de alimentação e bebidas (-0,2% para 0,08%), despesas pessoais (0,47% para 1,01%) e transportes (0,28% para 1,11%). Vestuário (de 0,2% para 0,32%) e educação (de 0,06% para 0,07%) subiram. Houve deflação nos grupos de habitação (0,3% para -0,59%) e artigos de residência (de -0,16% para -0,31%). 

Inflação por regiões
Das 13 principais regiões metropolitanas do país envolvidas no IPCA, oito fecharam com taxas acima da média nacional de 6,29%. Regionalmente, o IPCA mais elevado do ano foi anotado na Região Metropolitana de Fortaleza onde fechou 2016 com alta acumulada de 8,34%; seguido de Campo Grande, com 7,52%; Recife (7,1%; Porto Alegre (6,95%;  Belém (6,77%); Salvador (6,72%); Belo Horizonte (6,6%) e Rio de Janeiro (6,33%). Registraram taxas abaixo da média nacional de 6,29%, São Paulo, com variação de 6,13%; Brasília (5,62%); Goiânia (5,25%); Vitória (5,11%); e Curitiba, a menor inflação do país, com alta de 4,43%. O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980. Ele se refere a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

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