Banco Central anuncia ações para baixar custo do crédito

Goldfajn confirmou que será proposta a cobrança de preços diferenciados para pagamentos em dinheiro e cartão de crédito

Da Redação

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Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn (foto), anunciou nesta terça-feira (20) um conjunto de medidas para sua atuação nos próximos anos. As diretrizes englobam ações para reduzir o custo do crédito, para modernizar leis relativas aos bancos, para melhorar a cidadania financeira dos brasileiros e, também, para melhorar a eficiência do sistema financeiro, mas sem usar os bancos públicos para baratear o crédito de forma mais rápida.

"Os bancos públicos têm de ter seus riscos bem controlados. Junto com os bancos privados, vão participar de uma solução conjunta para reduzir o custo do crédito de forma sustentada", afirmou Goldfajn. Entre as medidas anunciadas, o BC informou que quer aperfeiçoar o chamado "Cadastro Positivo", que é o histórico das operações de crédito das pessoas. Atualmente, o cidadão tem de pedir para ser incluído no sistema, mas com as novas regras, todos serão automaticamente inseridos no cadastro. "Queremos inverter um pouco a lógica. Antes, para entrar, tem de pedir. Agora todo mundo faz parte. Se por algum motivo, pode pedir para sair. Com isso, o histórico vai se tornar maior e melhor, permitindo mais crédito de uma forma mais barata", antevê Goldfajn. 

O presidente do BC também confirmou que será proposta a cobrança de preços diferenciados para pagamentos com dinheiro e com cartões de crédito. Goldfajn informou ainda que serão anunciadas medidas para o uso do cartão de crédito rotativo, mas somente no futuro. Até o momento, foi anunciada a intenção de universalizar do acesso, ou seja, fazer com que as máquinas de cobrança nos estabelecimentos comerciais sejam compatíveis com todas as bandeiras de cartões de crédito, impedindo a exclusividade de emissores e credenciadores.

Goldfajn informou que quer reduzir, de forma gradual, a "complexidade" dos depósitos compulsórios (recursos que têm de ser mantidos na autoridade monetária para ajudar no controle da inflação), como forma de tentar baixar o custo do crédito. "O mais importante é unificar várias alíquotas e vários prazos. Temos obrigações com diferentes recolhimentos, prazos e alíquotas. Nossa ideia é avançar tentando simplificar para reduzir o custo. Unificar alíquotas e prazos. Vamos trabalhar nisso ao longo de 2017. Igualar período de cálculo para depósitos a prazo e a vista", acrescentou. Ainda nessa diretriz de tentar reduzir o custo do crédito dos bancos, Goldfajn afirmou que pretende criar a "duplicata eletrônica" para que mais ativos possam ser utilizados como garantia de empréstimos. "Toda vez que temos garantia para o crédito, o custo cai significativamente", lembrou. 


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