RS, MG e RJ pedirão auxílio para resolver crise financeira

Governadores já apresentaram propostas ao governo federal

Por Agência Brasil

Os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em coletiva

Os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, devem se reunir na quarta-feira (14), em Brasília, com o presidente Michel Temer, para tratar do pacote de medidas econômicas para ajudar Estados e municípios que se encontram em dificuldade devido à crise financeira. Os três Estados decretaram estado de calamidade financeira.

O tema foi tratado nesta segunda-feira (12) em reunião entre os governadores no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. Sartori participou via videoconferência. Segundo Pimentel, o objetivo do encontro com Temer é apresentar as medidas que as secretarias estaduais já estão adotando e dar contribuições para um projeto nacional de recuperação fiscal.  “Nosso objetivo é contribuir com esse projeto de lei, que está sendo elaborada pelo governo federal, de recuperação fiscal para os estados que estão em dificuldade. Nós vamos lá levar contribuição e mostrar a situação dos Estados, que é muito grave, muito crítica, e tentar contribuir para que seja criado um modelo de auxílio, na mesma medida que os estados estão fazendo seu esforço de ajuste fiscal”, declarou Pimentel.

Pezão afirmou que esta será a quarta reunião que tem com o presidente em quatro semanas. “Na semana passada conseguimos a multa da repatriação, que não é tão importante para o Rio de Janeiro, mas é muito importante para o Nordeste”, recordou. Ele também sublinhou que os governadores já apresentaram propostas ao governo federal, como a securitização de ativos, empresas e recebíveis. “Uma série de iniciativas que nós temos, de possibilidades que nós estamos colocando, que já foram tomadas anteriormente, [queremos] mostrar que a gente pode fazer essa travessia, mas a gente quer fazer isso de comum acordo com a equipe do Ministério da Fazenda que está elaborando esse programa, que não é só para o Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, mas é para o Brasil todo”, disse Pezão.

Para Pimentel, é necessário buscar o equilíbrio entre o ajuste fiscal e a prestação de serviços para a população, feita em sua quase totalidade pelos Estados e municípios. “A crise financeira que se abateu sobre os Estados, municípios e a própria União, vai refletir na qualidade de vida das pessoas. A nossa obrigação como governantes é buscar fazer os ajustes necessários sem prejudicar a prestação de serviços públicos. Esse talvez não seja a preocupação da União, porque ela não presta serviço diretamente para a população, mas os estados e os municípios prestam, então nós não podemos embarcar em programas de ajuste fiscal sem dar atenção ao serviço público, sob pena de entrar em colapso”, alertou. 



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