Alimentos ajudam a reduzir inflação em novembro

Em 12 meses, o IPCA acumula taxa de 6,9%, bem abaixo dos 7,8% de outubro

Por Agência Brasil

Alimentos ajudam a reduzir inflação em novembro

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,18% em novembro deste ano, abaixo do 0,26% do mês anterior. Essa também é a menor taxa para meses de novembro desde 1998. Em 12 meses, o IPCA acumula taxa de 6,9%, bem abaixo dos 7,8% registrados em outubro. A taxa acumulada em 12 meses continua acima do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%. Apesar disso, é a menor taxa desde dezembro de 2014 (6,4%). No acumulado do ano, a taxa é de 5,97%, segundo dados divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os alimentos registraram deflação (queda de preços) de 0,2% em novembro e foram os principais responsáveis pela redução do índice de inflação. Entre os responsáveis pela deflação dos alimentos em novembro deste ano estão o feijão-carioca (-17,5%), tomate (-15,1%), batata-inglesa (-8,2%), leite longa vida (-7%), cenoura (-2,7%), alho (-2,2%), farinha de trigo (-1,3%) e feijão-preto (-0,7%). Entre os produtos que tiveram aumento de preços figuram a cebola (6%), farinha de mandioca (4,2%), pescado (3,4%), frutas (3%), frango (2,9%), hortaliças (2,1%), café moído (1,6%), cerveja (1%), refrigerante (0,9%) e carnes (0,2%). Apesar das recentes quedas de preços dos alimentos, em 12 meses o grupo de despesas alimentação e bebidas continua com uma taxa acumulada (10,1%) acima da média da inflação oficial (6,9%).

Em novembro deste ano, outro grupo de despesas que teve deflação foi o de artigos de residência (-0,1%). Por outro lado, os gastos com saúde e cuidados especiais cresceram 0,5% no mês, sendo os principais responsáveis pela taxa de 0,1% da inflação oficial. O principal responsável pela alta de custo deste grupo de despesas foi o aumento de 1% dos planos de saúde. Outros grupos que tiveram altas de preços consideráveis foram os transportes (0,2%) e despesas pessoais (0,4%).


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