Austin altera perspectiva do rating do Brasil

Agência considera o processo de concessões como positivo

Da Redação

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Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating

O Comitê de Risco da Austin Rating afirmou nesta terça-feira (6) o rating de longo prazo do Brasil, em escala global, em BB+ em moeda estrangeira e a perspectiva em estável. Em moeda local, o rating do país também foi afirmado em BBB-, porém sua perspectiva foi alterada de estável para negativa. Essa decisão foi tomada em decorrência dos fatores domésticos que afetam a dinâmica e sustentabilidade do endividamento público. 

“[No entanto], a afirmação do rating deriva da manutenção da atividade econômica recessiva e condição inalterada dos resultados das contas públicas, com destaque para o ainda elevado nível de déficit primário, que alimenta o avanço do endividamento público, com ênfase para o aumento da dívida bruta em relação ao PIB, que atingiu 70,3% do PIB em outubro de 2016 contra 66,5% anotado em dezembro de 2015”, relata a nota da agência de risco brasileira. “Mas, por outro lado, houve avanço significativo nos resultados das contas externas devido ao elevado saldo comercial que impacta diretamente na redução do saldo em transações correntes e melhora a solvência do país em moeda estrangeira”, observa o documento da Austin, que tem como analistas responsáveis Alex Agostini (foto) e também Wellington Ramos. 

A despeito da piora significativa e persistente dos fundamentos macroeconômicos do Brasil, a Austin considera como fator positivo o processo de concessões, em particular aqueles relacionados à infraestrutura logística. Tal ação do governo federal reflete no potencial  ganho  de  competitividade  dos  setores  industrial  e  exportador,  fator  que  será acompanhado e avaliado seus desdobramentos e contribuições diretas sobre a dinâmica macroeconômica do país, bem como este fator desonera o setor público de despesas na prestação e manutenção desses serviços.


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