Medellín e Chapecó homenageiam vítimas da queda do voo

Aproximadamente 100 mil pessoas compareceram ao estádio Atanasio Girardot para lembrar jogadores e jornalistas

Da Redação

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Homenagem às vítimas da queda do voo que transportava a delegação da Chapecoense em Medellín

Cerca de 100 mil pessoas compareceram na noite de quarta-feira (30) ao estádio Atanasio Girardot (foto), em Medellín (Colômbia), para prestar homenagem às vítimas da queda do voo que transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas. Ao mesmo tempo, torcedores faziam o mesmo na Arena Condá, em Chapecó. O estádio colombiano seria palco da primeira partida da final entre a equipe catarinense e o Atlético Nacional. No horário em que começaria o jogo, às 21h45, o estádio já estava em sua capacidade máxima, com pessoas vestidas de branco e com uma vela acesa para se solidarizar com as vítimas. Cerca de 40 mil pessoas ficaram do lado de fora do estádio e acompanharam a cerimônia por telões. Durante um minuto de silêncio, os expectadores também acenderam seus celulares.

"Não nos esqueceremos a forma como os colombianos sentiram como seu o terrível desastre que interrompeu o sonho desse time herói da Chapecoense. Uma espécie de conto de fadas com final de tragédia", afirmou José Serra, ministro das Relações Exteriores, acrescentando que o Brasil também não esquecerá a postura da equipe colombiana de pedir que o Chapecoense seja declarado campeão do torneio. Juan Carlos de la Cuesta, presidente do Atlético Nacional, também prestou sua homenagem. “Hoje é um momento para convidar à reflexão, a saber que o mais importante é a vida, a saber que a união, a convivência, a convivência no futebol. Se não temos clubes rivais não há futebol, se não temos torcidas rivais, não há festa no futebol. Convidamos para que esse seja o momento para que haja união e convivência no futebol, é o que queremos todos nós”, declarou. Ao final, crianças entraram ao campo com balões brancos e os soltaram enquanto os apresentadores liam os nomes das 71 vítimas. Da arquibancada, o público jogou flores no campo.

Arena Condá
Por volta das 20h, os torcedores batiam palmas antes do tributo começar. Quase uma hora depois, eles acenderam os celulares e iluminaram o estádio. Em seguida, crianças da base do clube entraram no gramado e foram muito aplaudidas. Também houve um culto ecumênico. Por volta das 21h30, o estádio ficou tomado por luzes de celulares em homenagem às vítimas. No momento em que começaria o jogo, crianças das categorias de base do time deram uma volta no campo. A celebração estava prevista para terminar às 21h45. Contudo, naquele horário a Arena Condá seguia lotada, com a exibição de um vídeo no telão com homenagens a todas as vítimas, jogadores, comissão técnica e jornalistas, uma a uma, seguida por gritos de "é campeão".

Acidente
Enquanto eram feitas as homenagens nos estádios em Medellín e em Chapecó, o secretário de Segurança Aérea da Colômbia, Freddy Bonilla, concedeu uma coletiva em que afirmou que o avião que transportava a delegação da Chapecoense estava sem nenhum combustível em seus tanques ao cair. Ele também anunciou a abertura de uma investigação.


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