LaMia assume limite da capacidade de combustível

Diálogo entre piloto e torre reforça a hipótese

Da Redação

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LaMia admite limite da capacidade de combustível

Mário Pacheco, porta-voz da LaMia, empresa do avião fretado que levava a comitiva da Chapecoense , admitiu que a aeronave trabalhava no limite de sua capacidade de combustível. “[O avião] tinha dispositivos para ampliar autonomia, dependendo do plano de voo”, garantiu. “Falha humana não houve, mas pode ter havido erro e as investigações é que vão mostrar”, reiterou. Quando foi perguntado se havia vento contrário ou foi anunciada pane elétrica, Pacheco preferiu não se manifestar. Ele revelou estar aguardando pelo resultado da análise das caixas-pretas da aeronave. 

Alguns fatos contados por testemunhas reforçam a hipótese de pane elétrica causada por falta de combustível. Um relato de um tripulante de um voo da Avianca que estava próximo dá conta de um diálogo dramático entre a tripulação da Lamia e a torre de controle do Aeroporto Internacional José María Córdova, nos arredores de Medellín, na Colômbia. A testemunha contou que o piloto da Lamia. Miguel Quiroga, alegava dificuldades e pedia para pousar. “Solicitamos prioridade para proceder à pista, solicitamos prioridade para proceder ao localizador. Temos problemas de combustível”, teria informado o piloto. “Temos um problema. Um avião está aterrissando de emergência”, respondeu a Torre.  O piloto reforçou que tinha problemas de combustível e em seguida declarou estado de emergência. “Mayday! Mayday!”, avisou Quiroga usando o código internacional para descrever situações de extremo perigo iminente. 

O tripulante da Avianca ainda relatou que foi possível avistar as luzes do avião que levava o time brasileiro, que começava a baixar. A torre de controle orientou para o pouso na pista de número 1 e pediu mais detalhes sobre o problema. “Agora temos falha elétrica total, temos falha elétrica total. Orientações para proceder à pista”, respondeu o piloto e, em seguida, gritou pedindo ajuda. A torre de controle passou orientações para a aterrissagem do avião da Lamia. O tripulante da Avianca relatou que torcia para que a aeronave conseguisse pousar. "Cheguem, cheguem, cheguem", pensava ele. Os apelos desesperados vindos da cabine da Lamia prosseguiram até serem interrompidos abruptamente. O avião não respondeu mais. 


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