Perfil do fraudador típico ocupa cargo de diretor

Autoridade ilimitada contribui, alerta estudo da KPMG

Da Redação

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Perfil do fraudador típico ocupa cargo de diretor, alerta KPMG

A edição mais recente da pesquisa “Perfil do fraudador” (Global profiles of the fraudster), realizada pela KPMG com base em dados apurados em 750 investigações de fraudes em mais de 70 países, apontou que o típico fraudador empresarial tem entre 36 e 55 anos (69%), é uma ameaça interna (65% são funcionários), com um cargo de nível de diretoria (35%) e que trabalha na empresa há no mínimo seis anos (38%). Além disso, ele tem autoridade ilimitada dentro da organização, podendo transgredir os controles internos (44%).

“Ainda no perfil, percebemos que o típico fraudador geralmente é descrito como autoritário, entretanto, a probabilidade de enxergá-lo como amigável é três vezes maior do que de vê-lo de outra maneira. Além disso, ele tende a ser respeitado”, analisa Antonio Gesteira, sócio da área de tecnologia forense da KPMG no Brasil. 

Outra conclusão do estudo é que a fraude tem mais chances de ser realizada em grupo (62%). Os homens também tendem a unir-se em conluio em maior proporção do que as mulheres (39% contra 7%). “Mesmo que os controles sejam robustos, os fraudadores podem e irão esquivar-se deles ou infringi-los. Quando em grupo, eles são capazes de driblar controles em 16% dos casos. Importante frisar que partes externas estão envolvidas em 61% das fraudes desse tipo”, alerta Gesteira.

A pesquisa “Perfil do fraudador” conta com dados de investigações sobre fraude realizadas entre março de 2013 e agosto do ano passado. O estudo foi feito por especialistas da área de Forensic da KPMG na Europa, Oriente Médio e África, nas Américas e na Ásia-Pacífico.


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