Produtor de tabaco do Sul tem renda acima da média

Valor mensal atinge mais de R$ 6 mil, revela SindiTabaco

Da Redação

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Produtor de tabaco do Sul tem renda acima da média nacional

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) conduziu um estudo com objetivo de investigar o perfil socioeconômico do produtor de tabaco do Sul do Brasil. Encomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), a pesquisa foi realizada entre 29 de agosto e 16 de setembro, em 15 das 21 microrregiões produtoras de tabaco que compõem o Sul do Brasil – o que corresponde a 94,3%  do total produzido na região. Ao considerar todas as fontes de renda, os produtores de tabaco do Sul atingem uma renda mensal total média de R$ 6.608,70. Com isso, a renda per capita mensal média é de R$ 1.926,73, enquanto a brasileira é de R$ 1.113. De acordo com a pesquisa, 62% dos produtores de fumo dispõem de outras rendas. 

"Verificamos um bom acesso a itens relacionados às condições de conforto, higiene e saúde, respaldado por um bom nível de renda. Os produtores de tabaco têm bom acesso às informações e também a condições satisfatórias para atualização e desenvolvimento da sua atividade. Eles também fazem uma boa avaliação de suas próprias condições de vida, ou seja, em geral mostram-se satisfeitos e realizados. Mas o que realmente impressiona é que as rendas familiar e per capita dos produtores de tabaco são superiores às médias nacionais e o nível socioeconômico, que constituía o foco central desse trabalho, se mostrou muito acima ao do brasileiro", avalia Luiz Antonio Slongo, coordenador do estudo. 

Segundo o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, os resultados comprovam a importância econômica e social do tabaco no meio rural. "A cadeia produtiva do tabaco sistematicamente tem sido alvo de inverdades nos mais diversos fóruns. Nesse contexto, mitos são atribuídos aos produtores de tabaco: o produtor ganha pouco; não tem qualidade de vida; não tem acesso à tecnologia; só tem renda com tabaco; não recebe orientação etc. Os resultados não surpreenderão quem conhece o setor, mas eles impressionarão quem ainda recebe informações de fontes antitabagistas", afirma Schünke.



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