Crise de Geddel faz bolsa cair e dólar subir

Mercado começa a precificar aumento de instabilidade política

Da Redação, com Agência Brasil

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O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, pede demissão

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (foto), entregou nesta sexta-feira (25) ao presidente Michel Temer uma carta na qual pede para deixar o cargo. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa de Geddel. Ainda nesta manhã, havia a informação de que ele deixaria o cargo até que seja apurado o caso da tentativa de influência na decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre o embargo a uma obra de interesse de Geddel, em Salvador (BA). Na carta, Geddel afirma que depois de uma profunda reflexão resolveu tomar a atitude. Ele também alegou sofrimento de familiares. Disse, ainda, que voltará para a Bahia e seguirá torcendo pelo governo.

Porém, o fato não travou a queda do mercado. Nesta sexta, o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, ficou praticamente estável aos 61.373 pontos. O dólar comercial fechou o dia a R$ 3,4111 – uma alta de 0,5%. Este é o maior patamar desde 17 de novembro. Com isso, a divisa norte-americana encerrou a semana com elevação de 0,7%. No mês, a valorização é de 6,9%. No ano, o dólar cai 13,7%.

Alguns agentes econômicos já falam em "intensificação do momento desgastante" e não descartam o retorno de protestos de rua contra o governo. Uma possível gravação de Temer pressionando Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, também poderia fazer eclodir uma nova crise no país. Isso enfraqueceria o governo justo em um período onde o ajuste fiscal precisa ser aprovado. O que agrava a situação do governo, de acordo com a opinião de analistas, é que a economia brasileira não tem mostrado sinais consistentes de recuperação. 



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comentarios




Alexandre

Como é que, com toda essa crise, um presidente e três ministros perdem o foco e vão discutir interesses pessoais? Numa empresa, com balanço de consequências, estariam todos desligados. O fato é decepcionante.

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