Comerc prevê crescer 20% no próximo ano

Maior gestora de energia do país aposta na diversificação de serviços

Da Redação

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Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc Energia

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o mercado deve ter 4.367 consumidores livres e especiais até o final de dezembro, praticamente o dobro do alcançado em 2015. O ano de 2016 foi particularmente marcado pelo aumento de consumidores especiais, que possuem demanda entre 500 kW e 3.000 kW e devem contratar energia de fontes renováveis incentivadas pelo governo. Esse cenário ajudou a impulsionar os resultados da Comerc, maior gestora de energia do país. 

Enquanto diversos setores enfrentaram os reflexos de uma economia em crise, 2016 foi um ano particularmente positivo para a Comerc. “De um lado, diversificamos nossos serviços, investindo nas frentes de eficiência energética e energia solar. De outro, abrimos quatro novos escritórios pelo país, em Manaus (AM), São José dos Campos e Campinas (SP), além de Bento Gonçalves (RS), para ficarmos mais perto de nossos clientes”, conta Cristopher Vlavianos (foto), presidente da companhia. No Sul, a companhia também possui um escritório em Florianópolis (SC). Os planos para 2017 são otimistas. Vlavianos prevê crescer 20% em faturamento e 35% no número de clientes.

Balanço
“O ano de 2016 foi marcado pela migração de consumidores para o mercado livre. Desde 2012, os preços no mercado cativo estavam represados em função da MP 579, que reduziu em 20% as tarifas mesmo com um cenário hidrológico crítico”, explica Vlavianos. “O custo real da energia ficou sendo bancado com recursos do Tesouro, até que, em 2016, o governo teve que passar a aplicar o custo real nas tarifas, que tiveram altas expressivas. Neste momento, a diferença de preços entre os mercados cativo e livre ficou evidente, favorecendo a migração de consumidores”,  contextualiza. 

Entre os clientes da Comerc, os setores que lideraram a adesão ao mercado livre neste ano foram empresas alimentícias, seguidas pelo segmento de serviços, de manufaturados, shopping centers e plásticos. “Já havíamos estabelecido uma parceria com essas empresas há vários meses, analisando o contexto e as condições de cada uma, com o objetivo de identificar o momento ideal para a migração de cada uma delas”, afirma Vlavianos.

O executivo esclarece que o crescimento acentuado em 2016 também tem relação com o tempo necessário para um consumidor migrar para o mercado livre de energia. “Entre o consumidor entrar com o pedido de migração até começar a consumir de fato no mercado livre, são necessários aproximadamente seis meses para a realização de todos os trâmites burocráticos. Por isso, boa parte dos consumidores que efetivamente entraram no mercado livre em 2016, já tinham iniciado o processo em 2015, que foi o ano de eclosão da crise no país”, conta o presidente da Comerc. 

Vlavianos ressalta que, além da redução de custos, há outros motivos que levam as empresas a buscarem o mercado livre de energia. A principal é a previsibilidade do custo da conta de energia, que não está sujeita às oscilações do mercado cativo. Com um contrato de curto, médio ou longo prazo, o consumidor livre torna-se imune às alterações de preço de energia que ocorrem com a aplicação das bandeiras tarifárias. “No mercado livre, o preço da energia muda apenas nos reajustes anuais, de acordo com os índices previamente acordados em contrato. Isso proporciona uma segurança semelhante à das operações de hedge cambial, já muito utilizadas pelas empresas para proteção contra oscilações no câmbio, por exemplo”, ilustra. 


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