Bolsa fecha em queda e dólar tem maior alta em oito anos

Vitória de Donald Trump ainda gera incertezas no mercado

Da Redação

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 O presidente dos EUA Barack Obama e o presidente eleito, Donald Trump, durante encontro

O Ibovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira (10), pressionado pelo aumento da incerteza após a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos e por ações de bancos e da Petrobras. O principal índice da bolsa brasileira 3,2%, aos 61.200 pontos, após ter fechado em queda 1,4% na véspera. O volume financeiro foi novamente intenso, somando R$ 6,5 bilhões, quase duas vezes acima da média diária para o mês até a véspera, de R$ 8,8 bilhões.

A ação preferencial da Petrobras caiu 6,9%, enquanto a ordinária recuou 4,9%, com os preços do petróleo firmando-se no vermelho ao longo do dia. A estatal divulgou seu balanço após o fechamento, com prejuízo líquido de R$ 6,4 bilhões. Os papéis das fabricantes de celulose e exportadoras Suzano e Fibria lideraram as altas do dia, com valorização de mais de 13% e 11%, respectivamente, favorecidas pela alta do dólar.

A forte alta da moeda norte-americana sobre o real, que fechou em alta de mais de 4% nesta quinta-feira, a R$ 3,3614, também pressionou a bolsa paulista, segundo operadores, aumentando a aversão a risco e a preocupação com a situação das empresas com dívidas na divisa dos Estados Unidos. Essa foi o maior patamar alcançado pelo dólar desde 7 de julho e a maior alta desde 22 de outubro de 2008.

Em meio ao aumento da volatilidade, o Banco Central (BC) anunciou na quarta-feira (9) uma pausa nos leilões de swap cambial reverso. Porém, ao avaliar as atuais condições de mercado, o BC decidiu iniciar nesta sexta-feira (11) a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional que vencem em 1º de dezembro. “Vencem nessa data o montante equivalente a US$ 6,4 bilhões. Caso a rolagem seja integral, o estoque de swaps cambiais será mantido em um valor equivalente a US$ 24,1 bilhões”, informou o BC em nota. 

Primeiro encontro
Nesta quinta, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu sucessor, Donald Trump, se reuniram na Casa Branca (foto) para começar as discussões sobre transição de poder e o presidente eleito declarou que pretende pedir conselhos a Obama.

Os investidores devem permanecer estressados até ter conhecimento do que de fato Trump conseguirá colocar em prática das propostas radicais que anunciou na campanha. Sua vitória deixa dúvidas sobre a condução da política de comércio exterior dos Estados Unidos e sobre o rumo da taxa de juros na maior economia do mundo.


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