Donald Trump é eleito presidente dos Estados Unidos

Republicano contrariou pesquisas e o mercado reagiu negativamente

Da Redação

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Donald Trump é eleito presidente dos Estados Unidos

Por volta de 5h30 desta quarta-feira (9), Trump alcançou 276 delegados – seis a mais que os necessários. Contrariando pesquisas e previsões, ele derrotou Hillary Clinton. A oponente optou por não fazer o tradicional discurso reconhecendo a derrota. Já antes de sair a projeção da vitória de Trump, o chefe da campanha de Hillary, John Podesta, afirmou que ela não falaria.

Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca e abalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata. Ele acumulou vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Trump ainda se tornou o primeiro candidato de seu partido a ganhar na Pensilvânia desde que George H. W. Bush o fez em 1988.

Trump optou por um discurso conciliador. "Serei presidente para todos os americanos. Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reunir nossa nação. É isso que quero fazer agora por nosso país”, prometeu. Ele declarou que recebeu um telefonema de Hillary, que admitiu a derrota e o parabenizou pela vitória. "Acabo de receber uma ligação da secretária Clinton. Ela nos congratulou pela nossa vitória e eu congratulei ela e sua família por uma campanha muito dura. Ela lutou muito. Nós devemos a ela uma dívida de gratidão por seu serviço ao país", afirmou.

Ele declarou que pedirá união a todos os democratas e republicanos e que trabalhará pelos americanos "esquecidos". Também falou que reconstruirá a infraestrutura do país. "Vamos colocar milhões para trabalhar enquanto reconstruímos. Vamos dobrar nosso crescimento e ter a economia mais forte do mundo", projetou. Ao falar da relação com os outros países, Trump prometeu que os Estados Unidos se relacionarão com as nações que estiverem dispostos a se relacionar com eles. 

Mercados
A eleição de Trump está tendo forte impacto nos mercados de todo o mundo nesta quarta-feira (9). A Bolsa de Valores de Milão abriu em forte baixa de 3,4%, batendo apenas 16.230 pontos, com uma grande queda nas ações de bancos, como o MPS, que caiu 11,4%.

O mesmo acontece nos mercados de Paris, com queda de 2,8%, Londres, com queda de 1,6%, e Frankfurt, com baixa de 2,9%, na abertura dos negócios. A maior baixa é sentida em Madri, com a bolsa despencando 3,8%. Segundo analistas, a previsão é que o mercado se mantenha no vermelho durante todo o dia.

Mesmo fechando antes do resultado eleitoral, mas com base nas projeções que já apontavam Trump como eleito para a Casa Branca, os mercados da Ásia também fecharam em forte queda. O índice Nikkei, no Japão, fechou no vermelho em 5,3%, sendo o pior número desde que os britânicos optaram por deixar a União Europeia, no dia 24 de junho. Já na China, a Bolsa de Xangai fechou em -0,7%, de Hong Kong em -2,3% e em Sidney -2,4%.


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