As propostas de Hillary e Trump para a economia

O Brasil não é prioridade nas relações internacionais dos candidatos

Da Redação, com Agência Brasil

redacao@amanha.com.br

As propostas de Hillary Clinton e Donald Trump para a economia

Cerca de 120 milhões de americanos estão indo às urnas nesta terça-feira (8) para decidir quem vai ser o 45º presidente dos Estados Unidos da América. Os dois principais candidatos – Donald Trump, do Partido Republicano, e Hillary Clinton, do Partido Democrata – estão concorrendo com uma margem estreita de diferença na intenção de votos.

Levantamento feito pelo jornal The Washington Post indica que, pelos dados atualizados na segunda-feira (7), Hillary já teria ultrapassado os 270 votos, que é o número de delegados necessários para assegurar a presidência. De acordo com o jornal, a tendência é de que Hillary alcance 275 votos do colégio eleitoral. Mas os democratas estão reagindo com cautela e evitam manifestações de otimismo. O vencedor das eleições para a presidência dos Estados Unidos será anunciado oficialmente em 6 de janeiro de 2017, após um complicado sistema de contagem de votos do colégio eleitoral. Mas é possível que, já nesta terça à noite, a imprensa esteja antecipando o nome do vencedor. 

Relações com o Brasil
América Latina e o Brasil, em particular, não são prioridades nas medidas de relações internacionais dos dois principais candidatos à presidência dos Estados Unidos. Essa é a opinião de Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Mestrado Profissional em Economia e Mercados e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, de São Paulo. “Os Democratas que fazem parte da equipe de Hillary possuem um discurso genérico para a região, como continuar a estreitar os laços e as parcerias o que na prática não implica coisa alguma diferente da atual política”, explica Maciel. “Já os Republicanos que estão na equipe de campanha de Trump ou simplesmente ignoram a América Latina ou a usam como bode expiatório nas questões da imigração e no desemprego elevado na categoria demográfica de homens, brancos e com baixa qualificação”, afirma. Para Maciel, não é simples dizer o que seria pior ou melhor para o Brasil, mas o mercado financeiro nacional aposta que uma vitória de Trump teria impactos negativos maiores.  

Economia e política externa
Acompanhe, a seguir, as principais propostas de Hillary e Trump para a economia e política externa. 

A economia com Hillary
A candidata do Partido Democrata tem um plano de curto e médio prazo para aumentar os ganhos das famílias norte-americanas. Entre os itens do projeto estão benefícios fiscais para os endividados e a conquista de melhores salários que serão conseguidos com investimentos em infraestrutura e energia limpa, por exemplo. Hillary também promete reduzir a burocracia para pequenos negócios, aumentar o salário mínimo, além de garantir salários iguais para homens e mulheres. O plano prevê ainda fortalecer sindicatos e oferecer benefícios a empresas que invistam na educação e formação profissional dos funcionários. Hillary quer facilitar a gratuidade das universidades locais para os setores mais pobres e apenas reformar o programa Obamacare (seguro de saúde). Ela também deve ratificar acordos comerciais já negociados e iniciar outras discussões.  

A economia com Trump
O candidato do Partido Republicano almeja aumentar o nível de empregos. Trump afirma que pretende aumentar impostos para quem o fizer ou para quem não empregar preferencialmente norte-americanos. Ele também prometeu aumentar os impostos dos ricos para diminuir a dos pobres, mas depois voltou atrás. Ele agora afirma pretender simplificar e reduzir impostos para todos os americanos. Trump diz ainda que cortará gastos do governo. O projeto econômico do candidato republicano quer reduzir o déficit e flexibilizando as regulamentações. Trump projeta crescimento de 3,5% a 4% (contra 1,8% projetado para 2016). Ele também quer renegociar os acordos comerciais e suprimir o Obamacare (seguro de saúde).

A política externa de Hillary
Hillary promete combater e derrotar grupos terroristas. Além de modernizar as forças armadas, ela sugere endurecer protocolos de segurança em aeroportos e outros pontos considerados frágeis e manter um monitoramento tecnológico mais efetivo para evitar o crescimento de grupos como o Estado Islâmico na internet, criando uma comissão nacional de criptografia. Ela também promete que deve priorizar soluções diplomáticas e manter a China “sob controle”.

A política externa de Trump
Trump defende a adoção de táticas de tortura e diz que poderia aprovar técnicas ainda mais duras do que o “waterboarding”, um tipo de afogamento proibido atualmente. Ele diz ainda que os EUA precisam ser “imprevisíveis” e se diz aberto ao uso de armas nucleares, inclusive como reação a ataques terroristas como os ocorridos em Bruxelas, na Bélgica, no início de 2016. Trump também defende que o país se volte à sua própria defesa e que aliados como Japão e países europeus precisam investir mais em sua própria segurança. O candidato promete modernizar o arsenal nuclear e buscar uma convivência pacífica com países como China e Rússia.


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