O Brasil precisa selar novos acordos comerciais com a União Europeia

É o que defende Francisco Turra, presidente da ABPA, em palestra no Sul

Da Redação

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Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura e presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal

A grande aposta para a retomada do crescimento da economia brasileira está no mercado externo que tem registrado uma crescente procura pela produção brasileira. Esta foi a tese defendida por Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura e presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) durante palestra no tradicional Tá na Mesa, evento promovido pela Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul) nesta quarta-feira (26), em Porto Alegre. “O que está salvando 2016 são as exportações”, afirmou Turra ao recordar que o país responde por 1,4% das trocas comerciais em todo o planeta e alcança 6,9% do comércio agrícola mundial, com destaque para soja, carne bovina, tabaco e frango. O agronegócio, aliás, ancorou a economia do Brasil em 2015. Mesmo em meio a uma retração de 3,8% do PIB, o setor alcançou um resultado positivo ao se manter com um crescimento de 1,8% na comparação com o ano anterior.

Para ele, é preciso apontar a mira para o mercado externo e selar novos acordos comerciais com a União Europeia, a exemplo dos existentes com a China e Coréia do Sul. Segundo dados apresentados pelo ex-ministro, o volume de carne de frango exportado registra um incremento de 6,1% de janeiro a setembro de 2016, em relação a igual período de 2015, e a receita chegou à casa dos US$ 5,2 bilhões. Já as exportações de carne suína cresceram 40,3% e a receita subiu 11,9%, no mesmo período comparado.    

Para garantir protagonismo lá fora, Turra ainda aconselha que seja divulgado que o agronegócio brasileiro é um dos mais sustentáveis do mundo ao preservar 61% das suas áreas. Ele também sugere uma maior aproximação da agroindústria com o produtor. “Temos alguns exemplos em que a cada uma das partes é responsável pelos investimentos e o governo incentiva via ICMS”, sublinha Turra. 


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