Positivo estuda aquisição de escolas no Rio Grande do Sul

O grupo paranaense também não descarta a construção de unidades

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Positivo estuda aquisição de escolas no Rio Grande do Sul

Depois de assumir, em julho, as atividades e a administração do Colégio Posiville (veja mais detalhes aqui), em Joinville (SC), o Grupo Positivo tem planos que pretendem ultrapassar as fronteiras de Santa Catarina. Agora, a instituição paranaense está estudando adquirir escolas no Rio Grande do Sul. Colégios de porte médios e grandes estariam na mira. Inclusive, alguns já estão selecionados. 

Do investimento total de R$ 63,4 milhões previstos para este ano, o Positivo já usou mais da metade (R$ 33,5 milhões). Na área editorial, há preocupação com a atualização do portfólio de soluções, principalmente em tecnologias educacionais. Já no braço de ensino, o foco é ampliar a oferta de cursos e unidades da Universidade Positivo, com expansão das escolas próprias. “Estamos prospectando novas aquisições no ensino básico e no superior”, declarou Lucas Guimarães, vice-presidente da instituição ao portal AMANHÃ recentemente. E caixa não faltará. O lucro líquido atingiu R$ 71 milhões no primeiro semestre – alta de 43% sobre igual período de 2015.

Guimarães afirma, ainda, que já tem algumas escolas em vista no Rio Grande do Sul – e que a prioridade é a compra de ativos. "Faz mais sentido adquirir marcas fortes regionais do que começar do zero com a nossa bandeira. Além disso, já temos uma participação de mercado relevante em Curitiba e precisamos ir para outras praças", justifica. Guimarães não descarta também a construção de novas unidades onde não houver proposta de marcas fortes em funcionamento. Até porque, apesar de haver muitos colégios com problemas financeiros disponíveis para aquisição, existem as escolas que compram os sistemas de ensino da Editora Positivo, e a ideia é evitar a canibalização. 

Na rede privada, 562 mil alunos utilizam as apostilas do Positivo e na rede pública de ensino, 331 mil. Os sistemas de ensino da Editora representam 44% do faturamento do Grupo, e os colégios próprios respondem por uma fatia de 10%. Os dados incluem a área educacional, a gráfica e a editora, mas não o negócio de informática. Em Curitiba, o grupo tem seis unidades do Colégio Positivo (Educação Infantil ao Ensino Médio), duas sedes do Curso Positivo (pré-vestibular), três unidades do Centro Tecnológico Positivo (cursos superiores tecnológicos) e três campi da Universidade Positivo. 


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