Dólar aproxima-se de R$ 3,13 após BC cortar juros

É o menor valor da moeda norte-americana em mais de dois meses

Por Agência Brasil

Dólar aproxima-se de R$ 3,13 após BC cortar juros

Um dia após o Banco Central (BC) cortar os juros básicos da economia pela primeira vez em quatro anos, a moeda norte-americana voltou a cair e fechou no menor valor em mais de dois meses. O dólar comercial fechou esta quinta-feira (20) vendido a R$ 3,139, com queda de 0,9%. A cotação está no menor nível de fechamento desde 10 de agosto (R$ 3,132).

O dólar operou em baixa durante toda a sessão, mas intensificou o ritmo de queda depois das 15h. Na mínima do dia, por volta das 16h50, chegou a ser vendido por R$ 3,136. A divisa acumula queda de 3,47% em outubro e de 20,49% no ano. Como nas últimas sessões, o BC vendeu US$ 250 milhões em contratos de swap cambial reverso, que equivalem à compra de dólares no mercado futuro. A atuação, no entanto, foi insuficiente para conter a queda da divisa.

A cotação do dólar tem caído nos últimos dias com a proximidade do fim do prazo da regularização de ativos no exterior, também conhecida como repatriação. Até o dia 31, os brasileiros que mantêm legalmente bens e direitos no exterior podem declarar o patrimônio à Receita Federal pagando 15% de Imposto de Renda e 15% de multa, em troca da anistia de crime de evasão de divisas. A medida está provocando a entrada de recursos no país, pressionando para baixo a cotação do dólar.

O dólar também caiu depois da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC de reduzir a taxa Selic (juros básicos da economia) pela primeira vez em quatro anos. Tradicionalmente, a queda dos juros diminui a entrada de capitais externos, mas o fato de o Brasil continuar a ter as maiores taxas de juros reais do mundo, ao descontar a inflação dos juros, impulsiona o ingresso de investimentos estrangeiros no país.

No mercado de ações, o dia também foi de ganhos. Depois de uma leve queda na quarta-feira (19), o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 0,5%, aos 63.838 pontos. O indicador está no maior nível desde abril de 2012.


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