Tondo quer conquistar o varejo paulista

Dona da marca Orquídea iniciará vendas no atacarejo

Por Laura D´Angelo

Rogério Tondo, diretor-superintendente da Tondo

A linha do tempo da Tondo é peculiar. As cinco primeiras décadas podem ser resumidas na transformação do pequeno moinho de trigo em Pinto Bandeira, no interior do Rio Grande do Sul, no sétimo maior pastifício do Brasil. Somente depois dos 50 anos é que a empresa começou a traçar voos mais altos ao iniciar a produção de massas e biscoitos e entrar no mercado de Santa Catarina e do Paraná com centros de distribuição próprios. 

Agora, sessentona, a dona da marca Orquídea se prepara para acumular mais novos registros à sua história. Neste mês, uma linha de farinhas extrusadas, que incluem as farinhas de rosca e panko (utilizada para empanados), além de flocos para barras de cereais e bombons, estreia no portfólio. Com ela, a Tondo pretende agregar maior valor à farinha que fabrica desde 1953. Praticamente 90% da nova linha será destinada à indústria alimentícia do Sul e do Sudeste, principalmente São Paulo. 

É no Estado mais rico do país que a Tondo assinala outro acontecimento importante na sua história: a chegada dos produtos Orquídea ao varejo paulista. “Escolhemos começar lá pelo atacarejo [neologismo que designa uma forma de comércio que reúne atributos do atacado e do varejo, com os conceitos de self-service], que tem um poder de distribuição muito grande. Depois vamos entrar no grande varejo”, detalha Rogério Tondo (foto), diretor-superintendente da companhia. Para isso, a Tondo tem investido fortemente no marketing da marca Orquídea, que estampa os produtos destinados ao varejo e que respondem por 70% da receita. O objetivo é que o nome ganhe ainda mais força no interior dos Estados do Sul e obtenha reconhecimento no mercado paulista, principalmente no segmento de biscoitos.

A linha de extrusados e a expansão de mercado são resultados do investimento de R$ 90 milhões realizado nos últimos dois anos que contemplou a ampliação da capacidade de produção do pastifício e do estoque da fábrica de Caxias do Sul – há outra unidade em Bento Gonçalves (RS) –, além de automatização do processo de armazenamento dos produtos. O sistema automatizado exige um terço da mão de obra necessária para o processo, o que possibilitou à empresa se expandir sem contratar novos funcionários. “Ganha-se em produtividade e diminuem-se as perdas”, revela Tondo, que projeta um faturamento de R$ 560 milhões este ano, 28% acima de 2015. 

A companhia quer assegurar seu crescimento sem depender dos humores da economia brasileira. Assim, finalizado esse ciclo de investimentos, a Tondo já prepara o próximo, que contemplará os anos de 2017 a 2020. Além da ampliação das linhas de produtos já existentes, está sendo programada a instalação de um centro de distribuição em São Paulo – plantando de vez a Orquídea em solo bandeirante e adicionando mais um tracinho à sua linha do tempo, repleta de acontecimentos depois dos 50 anos.

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