País terá programa de concessões, anuncia Levy

O governo lançará, em maio, plano para ampliar investimentos

Da Redação

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País terá programa de concessões, anuncia Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy (foto), se reunirá com investidores em Nova York e defenderá novas medidas que o governo está adotando para ampliar os investimentos em infraestrutura. Segundo ele, o governo lançará, em maio, um programa de concessões com o objetivo de ampliar investimentos. "O nosso plano é de, nas próximas semanas, chegarmos a uma visão global das áreas que serão disponíveis para concessão", afirmou Levy. "Os investidores gostam de ter um programa que forneça um arcabouço. Em paralelo, nós vamos discutir os mecanismos de financiamento. Nós estamos discutindo para ter algum acordo com o Banco Mundial para ajudar a desenhar algumas dessas coisas", adiantou. O ministro está nos Estados Unidos participando da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

O programa está em discussão junto com o Ministério do Planejamento. Segundo Levy, o "Brasil tem um programa significativo" na área de infraestrutura. "Poucas pessoas sabem que o setor privado investiu, nos últimos cinco anos, cerca de US$ 200 bilhões em infraestrutura, em áreas como energia, comunicações e logística, tirando o setor de óleo e gás. É importante que as pessoas vejam o quadro geral", revelou.

O ajuste fiscal e o novo programa de concessões que o governo divulgará em breve deverão aumentar a produtividade no Brasil no longo prazo, afirmou nesta segunda-feira (20) o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Paulo Corrêa. “O ministro disse que vamos precisar de apoio do mercado de capitais e a ideia é criar um ambiente que vai permitir o financiamento de projetos em infraestrutura”, afirmou Corrêa, em um evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, no Clube Harvard, em Nova York. Pela nova sistemática para o financiamento de investimentos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá um novo papel no qual condicionará o acesso a crédito com taxas de juros de longo prazo (TJLP) à emissão de debêntures pelas empresas.

 


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