Uma arquibancada de endividados

Compra de itens ligados ao futebol já deixou torcedores inadimplentes

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que gastos excessivos com produtos e serviços relacionados ao futebol foram responsáveis por desequilibrar o orçamento mensal de um em cada cinco (21,3%) torcedores brasileiros, principalmente entre aqueles que têm de 18 a 24 anos (29,7%) e que fazem parte das classes C, D e E (23,1%). Outra constatação do levantamento é que são poucos os torcedores que efetivamente fazem um controle adequado quando realizam esse tipo de compra: 58,9% admitem não anotar, controlar ou analisar os gastos relacionados ao esporte. A pesquisa ouviu 712 consumidores de ambos os sexos de todas as classes sociais nas capitais brasileiras.

O amor incondicional ao esporte que consagrou Pelé e Maradona pode, inclusive, pressionar o orçamento e causar outros prejuízos mais sérios à vida financeira. A pesquisa revela que 10,1% já deixaram de pagar alguma conta para comprar ingressos, viajar para assistir partidas ou comprar camisetas de times, por exemplo. As aquisições de itens relacionadas ao futebol já deixaram um em cada cinco (21,8%) torcedores com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes, sendo que 9,5% ainda se encontram com o CPF negativado por causa disso. Mas sofrer com dívidas não é o único problema trazido pelo consumo impulsivo da paixão nacional. Há ainda aqueles que não conseguem encerrar o mês com sobras na renda: quatro em cada dez (43,6%) torcedores ouvidos admitem que já deixaram de guardar dinheiro por causa de compras relacionadas ao esporte.  

No mês anterior à pesquisa, o torcedor brasileiro gastou, em média, R$ 255,72 com itens ligados ao universo das quatro linhas. Nesse caso, os produtos mais procurados pelos entrevistados foram bebidas (33,8%), camisetas (31,9%), ingressos (29,5%), aperitivos (28%), idas a bares e restaurantes para acompanhar jogos (26,3%), pagamento de TV por assinatura (25,6%) e pay per view (15,9%). Apesar do interesse no esporte, ir ao estádio não é um hábito predominante. Apenas 12,6% dos brasileiros reconhecem se deslocar pelo menos uma vez por mês. Outros 17,5% vão, mas sem uma frequência definida. 


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