Déficit nas contas externas atinge menor nível em 7 anos

A causa foi a alta das exportações e a redução das importações

Por Agência Brasil

O aumento das exportações e a redução das importações e dos gastos de brasileiros no exterior fez o déficit nas contas externas fechar julho no menor nível para o mês desde 2009. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), a conta de transações correntes fechou o mês passado com resultado negativo de US$ 4 bilhões.

A última vez que o déficit tinha ficado em nível inferior para meses de julho tinha sido em 2009, quando o indicador tinha registrado resultado negativo de US$ 2,5 bilhões. No acumulado de 12 meses, as contas externas têm déficit de US$ 27,9 bilhões, o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). O percentual é o menor registrado desde novembro de 2009.

As transações correntes ou contas externas englobam o saldo da balança comercial (exportações menos importações), a conta de serviços (entrada e saída de serviços entre o Brasil e o exterior), a conta de rendas (que inclui remessas de lucros e pagamento de juros e dividendos) e as transferências unilaterais (que englobam doações de emigrantes e de organizações não governamentais). O indicador mede a vulnerabilidade do país a crises internacionais. Quanto menor o déficit, menos o país é afetado por uma eventual fuga de capitais. Para este ano, o Banco Central projeta déficit de US$ 16 bilhões nas contas externas. A estimativa só será revisada em setembro. Os déficits nas contas externas são cobertos por meio dos investimentos estrangeiros diretos, quando empresas estrangeiras abrem negócios e criam empregos no país, e pelos investimentos em carteira, que abrangem o mercado financeiro e são a conta que registram maior volume de fuga em meio a crises internacionais.

Os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 33,8 bilhões de janeiro a julho, montante 8,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Para o ano, o Banco Central projeta investimentos estrangeiros diretos de US$ 70 bilhões, volume um pouco menor que os US$ 75,1 bilhões registrados em 2015.


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