Encerramento da Olimpíada traz dose de otimismo

Imprensa internacional destaca retomada do crescimento no país

Da Redação, com Infomoney

A imprensa internacional utilizou a cerimonia de encerramento da Olímpiada no Rio de Janeiro para demonstrar otimismo com o futuro do país. Revistas e colunistas especializados traçaram diversos paralelos entre os jogos e a situação econômica, política e institucional do Brasil. Segundo a revista Fortune, pois após meses de notícias negativas e previsões catastróficas para o evento, a ausência de grandes problemas e a aparente reação da economia indica que o país chegou ao fundo exatamente durante os jogos. A partir de agora, tudo pode melhorar. “Investidores acham que os dias mais escuros do país podem terminar com as festas dos Jogos, se é que já não terminaram" ressalta a publicação afirmando que a Olimpíada ocorreu sem os esperados problemas. "A surpresa positiva faz investidores indicarem outro ponto em que o Brasil está indo melhor do que esperado: a Bolsa subiu quase 35% até agora em moeda local'', revela a reportagem. 

Ainda sobre economia, a revista britânica The Economist fez um paralelo entre Thiago Braz, vencedor da prova de salto com vara na Olimpíada e a economia brasileira, que está dando sinais de recuperação. "Para muitos brasileiros, o ponto mais alto dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi o dia 15 de agosto, no Engenhão, quando Thiago Braz ganhou uma medalha de ouro inesperada no salto com vara. A economia do Brasil não está nem perto de realizar um grande feito como o salto de Braz, mas está dando alguns sinais de retomada", reitera a matéria. O colunista Roger Cohen, que foi correspondente no Brasil, se disse muito cansado do noticiário negativo sobre a nação. “Estou cansado, muito cansado, de ler reportagens negativas sobre a Olimpíada brasileira'', disse Cohen ao lembrar da grande capacidade de superar se problemas que o Brasil possui.

O Financial Times ressalta que o otimismo dos cariocas aumentou depois de ter registrado "instabilidade" antes da cerimônia de abertura, com o Brasil enfrentando a sua pior recessão em anos, o enfrentamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, epidemia do zika vírus, sujeira na Baía de Guanabara, histórico de violência, entre outros.  Um dos motivos para a recuperação foi a reviravolta no caso Ryan Lochte, em que ele deu um falso depoimento à polícia falando que foi roubado, farsa descoberta depois pelas autoridades policiais. O caso do nadador americano, inclusive, fez com que a imprensa e especialistas internacionais traçarem um paralelo entre a investigação e a boa qualidade das instituições brasileiras. Em coluna desta semana, Kenneth Rapoza, da Forbes, destacou que o esportista norte-americano agora sabe que "ninguém está acima da lei no Brasil". Brian Winter, escritor e especialista em América Latina do centro de pesquisas Council of the Americas, em Washington, em entrevista para a BBC Brasil, destacou que, em países sérios, "você não pode mentir para polícia". Ambos fazem paralelo com a Operação Lava Jato para representar a melhora das instituições brasileiras.  

Há quem acredite que, mesmo com o sucesso da Olimpíada, não há bons ventos para o Brasil no futuro. O portal norte-americano “Politico'' foi um deles. “Agora que o sonho olímpico do Brasil morreu e a festa acabou, o Brasil voltou a ser… o Brasil. O país fracassou na tentativa de alcançar a promessa dos jogos, que foram propostos como uma chance para o país se reinventar e revitalizar sua infraestrutura, sistema de transportes, bacias naturais e finanças públicas em frangalhos”, sublinha o artigo. 


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