“Camera recebeu a chancela para voltar a ser pujante”

Gustavo Schmitz afirma que aprovação da recuperação judicial encaminha volta de importante player do agronegócio gaúcho

Por Laura D'Angelo

laura.cauduro@amanha.com.br

Dia 12 de julho representa um recomeço para a Camera. Foi nesta data que empresa de agroalimentos do Rio Grande do Sul teve seu plano de recuperação aprovado pela maioria de seus credores. Em depoimento à AMANHÃ TV, Luis Gustavo Schmitz, advogado da consultoria Albarello & Schmitz, que conduziu o processo de recuperação, acredita que, a partir desse momento, a Camera poderá voltar a ocupar o lugar de destaque no agronegócio gaúcho que teve até 2013, quando registrou um faturamento de R$ 2,5 bilhões. 

O plano prevê a entrada de investidores externos e a venda de 30% dos ativos, além da conversão dos créditos em participação acionária. A dívida de cerca de R$ 750 milhões com trabalhadores, fornecedores e bancos deverá ser quitada, na melhor das hipóteses, em 20 anos. Porém, Schmitz estima que o saldo será equalizado antes deste prazo. Isso porque desde 2014, quando protocolou o pedido de recuperação, a Camera continuou apresentando bons resultados financeiros e mantendo uma relação ativa com seus produtores e parceiros. A receita operacional líquida para 2017 está prevista para chegar a casa do R$ 1 bilhão – para este ano, a projeção é R$ 723 milhões. 

Tendo como principal atividade o processamento de soja, a Camera ainda se beneficiará do crescimento da participação do Rio Grande do Sul na produção do grão no país. “O Estado está na mira dos investidores mais do que antes”, enfatiza Derci Alcantara, sócio da Peabirus Capital, consultoria que está a cargo da prospecção de investidores para a empresa gaúcha ( leia os detalhes do plano aqui).

Acompanhe, no vídeo a seguir, o depoimento de Luis Gustavo Schmitz sobre a nova fase da Camera.




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