Um ano “para sobreviver”

VP de relações institucionais da Marcopolo prevê recuperação dos negócios só a partir de 2016

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Um ano “para sobreviver”

A freada geral dos negócios na economia brasileira em 2014  pode ser medida pelo que aconteceu com um dos insumos mais importantes da indústria. O consumo de aços planos pelos diferentes setores industriais do Rio Grande do Sul caiu nada menos do que 23,5% em 2014, totalizando 1,1 milhão de toneladas.  Os dados foram revelados na manhã desta terça-feira (14), em Porto Alegre, por José Antônio Fernandes Martins (foto), presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul . A siderurgia sofreu, ainda, dois outros impactos, segundo Martins: dificuldades para exportar e o baixo dinamismo da economia mundial.

Martins, que também é vice-presidente de relações institucionais da Marcopolo, projeta para os meses finais deste ano uma leve recuperação dos negócios. “Ainda não temos uma luz no fim do túnel”, admite. E se conforma: “Este ano nosso objetivo é sobreviver.”  Ele, que se tornou nos últimos anos uma das poucas vozes otimistas sobre a política econômica do governo federal no âmbito empresarial, acredita firmemente nas medidas implantadas pelo ministro Joaquim Levy, da Economia, cujos resultados deverão, no seu ponto de vista, começar a acontecer em 2016.

A base deste prognóstico é sua confiança na política de ajustes que está sendo promovida para alcançar a meta de superávit primário de 1,2% do PIB.  Entretanto, ele manifesta apreensão quanto à possibilidade de o país perder o grau de investimento. “A única salvação para que isto não aconteça se chama ministro Levy”, admitiu.  


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