Serviços têm queda de 6,1% em maio

É o pior resultado para o mês desde 2012

Por Agência Brasil

O volume de serviços teve uma queda de 6,1% em maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica em 2012. É também a segunda maior queda da série, perdendo apenas para o recuo de 6,4% de novembro de 2015.

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços caíram 0,1% na comparação com abril deste ano, 5,1% no acumulado do ano e 4,8% no período de 12 meses. A receita nominal do setor de serviços cresceu 0,4% entre abril e maio deste ano. Na comparação com maio de 2015, houve queda de 0,7%. Nos acumulados do ano e de 12 meses, a receita teve altas de 0,2% e 0,4%, respectivamente. A receita nominal não considera os efeitos da inflação sobre o valor dos serviços.

Consumo das famílias
A Intenção de Consumo das Famílias ficou estável na passagem de junho para julho deste ano com 68,7 pontos, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No entanto, na comparação com julho de 2015, houve queda de 21%. Segundo a CNC, a confiança do consumidor permanece baixa e a recuperação deve acontecer lentamente, já que as famílias ainda estão muito endividadas.

Na comparação com junho deste ano, quatro dos sete componentes alcançaram resultado positivo. Os consumidores estão mais satisfeitos com o seu emprego atual (1,2%), com a perspectiva profissional (0,6%), com o nível de consumo atual (1,2%) e com a renda atual (0,1%). No entanto, há menos motivação para a compra a prazo (-0,8%), para a perspectiva de consumo (-1,4%) e para a compra de bens duráveis (-2,2%). Na comparação com julho de 2015, os sete componentes registraram piora: emprego atual (-10%), perspectiva profissional (-9,8%), nível de consumo atual (-34,5%), renda atual (-18,9%), compra a prazo (-25,5%), perspectiva de consumo (-29,7%) e momento para a compra de bens duráveis (-31,3%).


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