O exagerado – e caro – mundo dos vinhos

Uma garrafa pode custar tanto quanto um carro de luxo

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Dez garrafas de vinho tinto Château Mouton Rothschild da safra de 1945 (foto), que fazem parte da adega do colecionador multimilionário William Koch, foram vendidas por US$ 343 mil – o equivalente a R$ 1, 2 milhão. Ou seja, cada rótulo valeu cerca de R$ 120 mil – o equivalente a um bom carro de luxo. O leilão realizado foi pela Sotheby’s nos Estados Unidos. O valor do lote seria um recorde para uma coleção de vinhos em leilões, de acordo com a empresa especializada em eventos do gênero. 

Outras seis garrafas Magnum (de 1,5 litro) de Vosne Romanée Cros Parantoux, da safra de 1989, foram arrematadas por US$ 171,5 mil. O Romanée Conti de 6 litros, da safra de 1991, valeu um pouco menos: US$ 159.250. Segundo o site da Sotheby’s, os três principais lotes foram vendidos com preços superiores aos da pré-venda. No total, 20 mil garrafas levaram 27 horas para ser vendidas. O leilão rendeu US$ 21,9 milhões. Em média, cada unidade valeu US$ 1.095 – algo como R$ 4.300, enfim, um valor modesto para o exagerado mundo dos vinhos.


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