Cooperativismo é alternativa em tempos de crise

É o que crê Vergilio Perius, presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

A classe política brasileira tem muito a aprender com o cooperativismo. Essa é a opinião defendida por Vergilio Perius (o quarto da esquerda para a direita, na foto), presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs). “Em tempos de crise, o cooperativismo é a grande alternativa para a economia. O que faz o crescimento do sistema nesse cenário é o próprio DNA das cooperativas. Em tempos de dificuldades, as pessoas tendem a se unir e discutir soluções para os problemas. E essa é uma característica muito presente nas cooperativas”, justificou Perius, em palestra no tradicional Tá na Mesa, evento promovido pela Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul) nesta quarta-feira (29), em Porto Alegre. A solenidade, onde a Ocergs foi homenageada por seus 45 anos, também promoveu o lançamento da revista Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2015, onde divulgou os números oficiais do segmento no Estado.  

Ao apresentar o tema “Expressão do Cooperativismo Gaúcho”, o convidado da Federasul revelou números consolidados do setor que ajudaram a movimentar a economia gaúcha. Tanto é que o PIB gaúcho cooperativado cresceu 15,7% no ano passado e registrou um faturamento total de R$ 36,1 bilhões. “Significa dizer que numa economia altamente recessiva, nós, cooperativados, elevamos para 15,7%, um indicador extremamente importante. Por conta desse bom índice, também aumentamos muito a distribuição de sobras [lucros] das cooperativas, um valor que é usado na própria comunidade”, comemorou Perius recordando, ainda, que o sistema cooperativo respondeu por 11% do PIB no Rio Grande do Sul em 2015. Neste ano, o setor tem expectativa de crescimento em torno de 10%. Também está previsto um aporte da ordem de R$ 1,7 bilhão – 40% já investido até agora. 

Na visão de Perius, o cooperativismo poderia ser ainda mais forte não fosse a falta de políticas públicas. “Uma das dificuldades, por exemplo, é que a Caixa Econômica Federal não promove financiamentos para as cooperativas”, reclamou. 

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