Juro do cheque especial chega ao recorde de 311,3% ao ano

Essa é a maior taxa da série histórica do BC, iniciada em julho de 1994

Por Agência Brasil

A taxa de juros do cheque especial continuou a subir em maio. De acordo com dados do Banco Central (BC), a taxa do cheque especial subiu 2,6 pontos percentuais, de abril para maio, quando ficou em 311,3% ao ano. Essa é a maior taxa da série histórica do BC, iniciada em julho de 1994. Em 12 meses, essa taxa já subiu 79,3 pontos percentuais.

O juro do rotativo do cartão de crédito é ainda maior: chegou a 471,3% ao ano, em maio, com alta de 18,9 pontos percentuais em relação a abril. Em 12 meses, a taxa subiu 111 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando parcela o valor integral da fatura do cartão. Essa é a modalidade com taxa de juros mais alta na pesquisa do BC.

A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados caiu 1,5 ponto percentual para 148,9% ao ano. A taxa do crédito pessoal, sem considerar operações consignadas (com desconto das prestações em folha de pagamento), caiu 0,9 ponto percentual para 129,9% ao ano. A taxa do crédito consignado caiu 0,1 ponto percentual para 29,6% ao ano. A taxa média de juros cobrada das famílias subiu 0,7 ponto percentual para 71,7% ao ano. 

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas subiu 0,1 ponto percentual para 6,3%. No caso das empresas, a taxa de inadimplência subiu 0,3 ponto percentual para 5,4%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas caiu 0,5 ponto percentual para 30,6% ao ano. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas subiu 0,4 ponto percentual para 10,4% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 11,8% ao ano.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos subiu 0,1%, em maio, quando ficou em R$ 3,1 trilhões. Esse valor correspondeu a 52,4% do PIB ante o percentual de 52,6% registrado em abril deste ano.


leia também

A superfície e as profundezas da economia - Retomada poderá ser difícil dada a situação financeira empresarial

Anefac: juros sobem pelo 16º mês seguido - Bancos elevam taxas para compensar aumento da inadimplência

Bancos não poderão cobrar juros de mercado por atrasos em pagamentos - Para o BC, exigência trará mais uniformidade às operações de crédito e tornará as regras mais claras para os clientes

Bancos se unem para criar empresa de análise de crédito - BB, Bradesco, CEF, Itaú e Santander trocarão dados de clientes

BNDES oferecerá financiamento mais favorável - Maria Silvia Bastos Marques anunciou novas políticas operacionais

BNDES vai ampliar crédito para micro e pequenas empresas - O impacto esperado é de um aumento de 20% nos desembolsos

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: