Fiesc discute investimentos em aeroportos regionais

Sete cidades podem receber voos diários, mas Chapecó terá prioridade

Da Redação

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O secretário de Estado da Infraestrutura, João Carlos Ecker, fez um balanço dos investimentos previstos para os 23 aeroportos públicos catarinenses. Segundo ele, há um plano nacional, com orçamento de R$ 7,3 bilhões, que contempla 270 aeroportos regionais no país. Contudo, pela falta de recursos, não há como executar todos os projetos inicialmente previstos. “Então, temos que definir em Santa Catarina, dentro do pacote nacional, quais aeroportos serão prioridade”, afirmou, lembrando que não há condições de serem viabilizados os 13 projetos catarinenses incluídos no plano nacional. Ele participou da reunião da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), realizada nesta semana, em Florianópolis.

“Estamos idealizando sete aeroportos que terão condições de receber voos diários: Jaguaruna, Correia Pinto, Chapecó, Joinville, Navegantes e Caçador, além de Florianópolis, que deve ser concessionado. Este é o objetivo do governo. Dentro disso, queremos negociar com a Secretaria de Aviação Civil para que possamos opinar. Já definimos que a prioridade número um para grandes investimentos é Chapecó. Agora, queremos elaborar o projeto e ter condições de executar. Essa é a nossa ideia”, afirmou. 

O presidente da Câmara, Mario Cezar de Aguiar, disse que a federação sempre defende a priorização dos investimentos. “Sabemos que não dá para atender tudo ao mesmo tempo, mas entendemos que precisa ter um planejamento, que indicará prioridades”, declarou, lembrando que o Plano Aeroviário Catarinense é de 1989 e precisa ser revisado. Aguiar apresentou dados que mostram a execução do Orçamento Geral da União para obras de transporte em Santa Catarina. Em 2015 estavam previstos R$ 1,6 bilhão, mas foram efetivamente pagos somente R$ 518 milhões, grande parte aplicados no trecho Sul da BR-101. Para este ano está previsto um total de R$ 1,1 bilhão. Porém até junho foram pagos somente R$ 14,7 milhões. 


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