Renegociação da dívida continua sem acordo

Proposta oferecendo carência de 18 meses não agradou Estados

Da Redação

redacao@amanha.com.br

A novela da renegociação da dívida dos Estados com a União continua. Em reunião nesta quinta-feira (9), os secretários estaduais de Fazenda e a equipe econômica do governo federal não conseguiram chegar a um acordo. O Ministério da Fazenda fez uma proposta para o pagamento da dívida que prevê carência de 18 meses, começando com 100% de desconto no primeiro mês e decréscimo linear de 5,5% mensal. No entanto, os Estados, incluindo Santa Catarina e Rio Grande do Sul pedem uma carência de 100% por 24 meses. Segundo a União, a nova proposta teria impacto estimado de R$ 28 bilhões para o União.

O secretário da fazenda catarinense Antonio Gavazzoni afirmou que a proposta não resolve o problema dos Estados. “Essa crise existe há mais de três anos e os gestores estaduais vêm se equilibrando com suas forças, fazendo gestão e cortes, mas agora é uma questão de sobrevivência. Nós precisamos de receita adicional e que só pode vir com o não pagamento da dívida nesses 24 meses”, reforçou Gavazzoni. Os Estados também tiveram seu pedido de correção do saldo da dívida rejeitado. Eles requisitavam que o reajuste fosse feito tendo como base o IPCA mais 4% ao ano, sendo essa regra retroagida até a assinatura dos contratos. 

Giovani Feltes, secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, fez coro à reclamação do colega catarinense. Ele classificou a proposta como "insuficiente e tímida". Em evento em Porto Alegre, Feltes diz entender que a União passa por um período de ajuste fiscal, mas que a recuperação da economia brasileira depende que as finanças regionais não estejam comprometidas.

Sem consenso, o tema continuará em negociação, o que, para Gavazzoni demonstra a preocupação da Fazenda com os Estados. “Agora, conhecendo o posicionamento da União, os Estados poderão analisar e apresentar uma contraproposta, mostrando do que efetivamente não podem nem vão abrir mão”, comentou. Em abril, o Supremo Tribunal Federal estipulou para 27 de junho a data limite para que governo federal e entes federativos cheguem a um acordo. No encontro desta quinta, os secretários da Fazenda pediram ao Ministério que, em conjunto com os Estados, solicite ao STF mais 60 dias.



leia também

A dádiva de servir à saúde - Conheça a Farmácias São João, um dos cases do livro “100 Marcas do Rio Grande”

A responsabilidade do Congresso - O cuidado com os recursos públicos e o respeito à restrição orçamentária deveriam ser valores da casa, opina Zeina Latif

Aos 60 anos, Lojas Lebes chega à Santa Catarina - Rede de varejo aposta em estratégia cautelosa para crescer

As cidades com melhor (e o pior) saneamento no Sul - Municípios do Paraná, como Londrina, destacam-se no investimento e tratamento de água e esgoto na região

Banrisul lucra R$ 339,9 milhões no semestre - Provisões para recuperações judiciais diminuíram o resultado do banco

BRF tem lucro líquido de R$ 3,1 bilhões em 2015 - Valor das vendas aumentou no Brasil e no Oriente Médio, principais mercados da empresa

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: