Fitch mantém rating do Brasil

No entanto, a agência revisou a perspectiva da nota para negativa

Da Redação

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Fitch mantém rating do Brasil

A agência de classificação de riscos Fitch Ratings manteve o rating soberano “BBB” do Brasil, mas revisou a perspectiva da nota de estável para negativa. A Fitch listou como fatores para a decisão o aumento dos desequilíbrios macroeconômicos, o contínuo fraco desempenho da economia, o aumento significativo do endividamento do governo e a deterioração das contas fiscais. “Esses fatores estão aumentando a pressão para baixo sobre o perfil de crédito soberano”, acrescentou a agência em nota. 

A Fitch afirma, no entanto, que o governo iniciou um processo de ajustes macroeconômico para aumentar a credibilidade da política e a confiança. Mas observa que os riscos relacionados à sua aplicação efetiva e a sua durabilidade persistem. “O ambiente político e econômico é desafiador”, reconhece a Fitch, sublinhando que choques internos e externos adicionais poderiam minar o ritmo e o alcance do processo desses ajustes.

A Fitch sustenta o rating brasileiro por causa da diversidade econômica do país, da forte capacidade de absorção de choques sustentada por uma robusta posição de reservas internacionais relativo desenvolvimento das instituições civis, do status de credor externo líquido e também pelo  sistema bancário adequadamente capitalizado. “Além disso, a composição da dívida do governo tem melhorado nos últimos anos, reduzindo riscos de câmbio e de juros, e o soberano mantém o acesso ao mercado”, relata, por fim, o comunicado.

A nota da agência assume um forte nível de suporte do governo à Petrobras. O cenário base da Fitch, porém, não considera uma antecipação do vencimento da dívida externa da companhia em 2015. A agência também não inclui no seu cenário um racionamento de energia em 2015 e 2016.


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