Federações do Sul esperam que novo governo promova reformas

Fiep e Fiergs manifestaram suas expectativas em relação ao projeto de Michel Temer

Da Redação

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Depois do afastamento da presidente Dilma Roussef, as federações das indústrias do Paraná (Fiep) e do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestaram as suas expectativas em relação ao governo de Michel Temer. Ambas anseiam por uma correção de rumo na economia brasileira que inclua a recuperação da confiança dos investidores e o início de reformas estruturais para melhorar o ambiente de negócios no país.

Para Edson Campgonlo, presidente da Fiep, este é o momento para que o país supere a crise e olhe para o futuro. “Com a decisão do Senado, superamos mais uma importante etapa para colocar fim a esse impasse político. Agora é preciso que, urgentemente, o novo governo dê sinais de que pode recuperar a confiança de investidores, empreendedores, consumidores e de todos os cidadãos, para que comecemos a nos recuperar dos estragos causados nos últimos anos”,  pontuou. Campagnolo defende que as reformas sejam colocadas urgentemente em pauta e encoraja o novo governo a colocar em práticas as medidas necessárias para recuperar a economia e “criar as bases para nosso desenvolvimento em longo prazo”. 

Para a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Temer e sua equipe devem ouvir as entidades empresariais. “Mesmo que haja um período caracterizado pela interinidade, temos um novo governo. Durante todo esse tempo de paralisação da economia pela crise política, as entidades continuaram trabalhando nas suas propostas de medidas governamentais. Portanto, cumpre ao Executivo ouvir e receber as ideias”, enfatiza a nota divulgada pela entidade.  

Segundo a Fiergs, dois são os pontos importantes: a indústria pode dar a resposta mais rápida na retomada econômica, com a resultante geração de empregos; e o país tem de aproveitar a oportunidade que se abriu para a exportação como fator de crescimento. Ainda, de acordo com o comunicado, chegou a hora de um “Pacto Econômico para o Crescimento” que coloque o setor industrial no centro das novas políticas. “A indústria quer gerar empregos. Os governos é que não deixam”, cobra Heitor José Müller, presidente da Fiergs.  

De acordo com Müller, há medidas pontuais que podem ser tomadas nos primeiros cem dias de governo. O industrial enumerou algumas decisões simples que compõem a Pauta Mínima elaborada pela FIERGS para levar à nova equipe do executivo federal. “Não aumentar impostos, nem criar a CPMF ou similar; revisão dos prazos de recolhimento dos impostos; retomada dos programas de apoio do BNDES, em especial o PSI; atualização das faixas de enquadramento do BNDES para os portes empresariais e manutenção da desoneração da folha de pagamentos”, afirma.  Para o médio prazo, a Fiergs propõe a realização das Reformas Estruturais, a começar pela Política, em uma Constituinte exclusiva para esse fim. Em paralelo, ênfase especial à Reforma da Previdência, que é uma “bomba-relógio” sobre toda a sociedade, que acabará pagando também essa conta.

Até este momento a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) não se manifestou.


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