Dilma afirma que não cometeu crime de responsabilidade

Presidente afastada frisou que não há razão para o impeachment

Da Redação

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Depois de ser notificada pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, senador Vicentinho Alves (PR-TO) de seu afastamento do cargo após a proclamação do resultado da votação da admissibilidade do processo de impeachment no Senado, Dilma Rousseff fez um pronunciamento de aproximadamente 15 minutos. O Palácio do Planalto preparou uma cerimônia no gabinete presidencial, onde Dilma recebeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e autoridades. 

Dilma admitiu que pode ter cometido erros, mas enfatizou que não cometeu crimes e que está sofrendo injustiça. "Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu", declarou. 

"O que está em jogo não é apenas o meu mandato. É o respeito às urnas. À vontade soberana ao povo brasileiro e à Constituição. São as conquistas dos últimos 13 anos. O que está em jogo é a proteção às crianças, jovens chegando às universidades e escolas técnicas. O que está em jogo é o futuro do país, esperança de avançar cada vez mais. Quero mais uma vez esclarecer fatos e denunciar riscos para país de um impeachment fraudulento. Um verdadeiro golpe", afirmou. 

Em instantes, Dilma sairá do Planalto pela porta principal que fica no térreo do prédio. Em um cercado próximo à rampa, servidores da Presidência, em sua maioria mulheres, vão recepcioná-la e a acompanharão até a avenida em frente ao Planalto, onde estão concentrados milhares de manifestantes de apoio a ela. De cima de uma estrutura montada, Dilma fará outro discurso. 


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