O que esperar da 120ª feira de Cantão

Considerada termômetro de negócios na China, evento poderá repetir resultado de 2015

Por Milton Pomar

O balanço da 119ª edição da Feira de Cantão, encerrada na quinta-feira (5), totalizou US$ 28 bilhões em negócios realizados – valor praticamente igual ao da 117ª feira, ocorrida em abril de 2015. Com 185 mil visitantes estrangeiros registrados, o evento manteve a liderança no país de feira mais visitada e com o maior volume de negócios, a grande vitrine mundial dos produtos fabricados na China, desde 1957. 

O site da feira é acessível em várias línguas, inclusive português, e há muitos anos ela recebe dezenas de empresas de outros países em estandes no seu pavilhão internacional. Apesar de existirem cerca de 800 feiras na China (nacionais, regionais e setoriais), somente a Feira de Commodities de Yiwu, na província de Zhejiang (300 km a oeste de Shanghai), criada em 1995, concorre de fato com a Feira de Cantão. 

Por ser considerada “termômetro das exportações” da China, a Feira de Cantão [denominação portuguesa da cidade de Guangzhou, capital da província de Guangdong, a mais populosa do país, com 104 milhões de habitantes em 2015] sinalizaria, com esse resultado comercial, que as exportações chinesas deverão ao menos repetir 2015. Isso significa alcançar novamente os US$ 2,1 trilhões vendidos no ano passado. Feito que deverá ser muito difícil, na atual conjuntura econômica mundial ainda cambaleante – até porque parte dos valores anunciados como resultado de vendas da Feira de Cantão, dizem respeito a negócios cuja concretização efetiva deverá ocorrer nos próximos seis meses. E se a situação se agravar, muitos deles serão adiados. 

Mas dadas a agressividade comercial das empresas chinesas e a necessidade mundial de produtos baratos – e apesar disso, com qualidade cada vez melhor –, é possível que consigam até aumentar suas exportações em 2016. Por isso, ganha importância a próxima edição (a 120ª) da Feira de Cantão, na segunda quinzena de outubro, com eletrônicos, equipamentos elétricos, máquinas, ferramentas, produtos químicos e materiais de construção na primeira fase (de 15 a 19 de outubro), além do pavilhão internacional. Na segunda fase, de 23 a 27 de outubro, presentes, bens de consumo e materiais de decoração. E na terceira, de 31 de outubro a 4 de novembro, sapatos, produtos de saúde, alimentos, materiais de escritório, e, novamente, pavilhão internacional. 


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