Devolução de cheques sem fundos é a maior em 25 anos

No primeiro trimestre, a taxa de rejeição no Sul chega a 2,1%

Por Agência Brasil

A proporção de cheques devolvidos por falta de fundos cresceu 2,6% em março último, o maior índice registrado desde 1991, na pesquisa feita pela Serasa Experian. Em fevereiro, as devoluções alcançaram 2,2% do total compensado e, em março do ano passado, a taxa foi 2,3%. Na análise dos economistas da Serasa Experian, o aumento se deve à “inflação elevada, pressionada pelos alimentos, e o aprofundamento da recessão econômica, impulsionando o desemprego para 10%”.

O estado de Roraima foi o único onde não houve crescimento sobre fevereiro. O índice passou de 11% para 10,6% em março. Na comparação com igual mês do ano passado, as devoluções deste ano foram maiores. Em março de 2015, o índice era 9,8% do total de cheques compensados.

No acumulado do trimestre, a maior taxa de devoluções foi constatada no Amapá (18,2%). A menor proporção ocorreu em São Paulo (1,8%). No país, a média foi 2,4%. Por regiões, o Norte do Brasil lidera a inadimplência com cheques, acumulado nos três primeiros meses do ano a taxa 4,7%. Na outra ponta, o Sudeste aparece com o menor índice (2%). O Nordeste apresentou taxa 4,6%; o Centro-Oeste 3,2% e o Sul 2,1%.


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