Mudanças de emprego são desejáveis

A maioria dos líderes considera razoável ter funcionários que troquem de empresa

Por Bernt Entschev

Ambição comum no passado, permanecer em uma única empresa até se aposentar não é mais desejo das pessoas em geral. Atualmente, os profissionais buscam companhias melhores, modernas e que proporcionem maiores vantagens. Se antes, ao longo de uma vida profissional de três décadas, uma pessoa tinha em média até três empregos – o que conferia uma aura de estabilidade e de lealdade organizacional – hoje as mudanças são necessárias e, inclusive, desejáveis. O ciclo mais comum atualmente é de cinco anos, sendo que normalmente o profissional leva cerca de três anos para atingir todo o potencial de um cargo.

Não há como negar que um funcionário estável custa menos para a empresa. O turnover representa gastos com recrutamento, com treinamentos e com eventuais erros que o novo colaborador possa cometer. Porém, a maioria dos líderes considera razoável ter funcionários que troquem de empresa a cada três ou cinco anos. Há, inclusive, aqueles que preferem essa mudança. São as que não buscam experiência, mas o potencial do colaborador.  Especialmente em áreas em que é preciso sempre apresentar novas visões, procedimentos ou criações, o turnover é bem grande – como no caso das agências de publicidade, por exemplo. 

Existem, é claro, aqueles que trocam de emprego a cada seis meses. A empresa vê esse profissional como alguém que não quer assumir responsabilidades. A eles, minha recomendação é que procurem posições em organizações que considerem isso um valor cultural ou mesmo vantagem. Afinal, a inquietação é valorizada em vários locais. 


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