Bovespa: a alta se sustenta?

Gráficos mostram que uma pressão vendedora ainda está à espreita, diz trader

Por Infomoney

Bovespa: a alta se sustenta?

O mercado se animou com a alta de 8% nos últimos 5 pregões atingida pelo Ibovespa. A maioria dos analistas técnicos acredita que teremos mais altas pela frente, já que se confirmou o rompimento da resistência em 52.460 pontos na sexta-feira e o movimento de alta continua. No entanto, nem todos veem uma perspectiva tão positiva assim para a Bolsa.

O trader profissional e sócio da Cartezyan, Wagner Caetano, vê duas "trincheiras de batalha" entre compradores e vendedores no momento. No caso dos "bulls" (compradores), há um canal de alta, que foi rompido no pregão de ontem. No entanto, se o índice voltar a operar dentro do canal, os "bears" (vendedores) terão chances de ganhar a guerra.

"Se o mercado conseguir se manter acima da linha superior, teremos um movimento de alta de médio prazo, rumo a 55.250 pontos inicialmente, mas com potencial de chegar a 57.360 pontos, máxima de novembro de 2014", explica o trader. Por outro lado, a perda dos 52.320 pontos acende a luz amarela dos compradores, que terão menos armas para enfrentar a pressão vendedora.

Tal pressão ganhará ainda mais forças se média móvel exponencial de 200 períodos, superada pelo Ibovespa no dia 1º de abril, for rompida para baixo. E para o trader, este é o cenário mais provável. "A minha visão é que teremos perda desses suportes e a alta não se sustenta, devido a sinais de topo em ações importantes na composição do Ibovespa", conclui o trader.

A prova do impasse no mercado entre estas duas forças foi o pregão desta terça, no qual a Bolsa fechou estável, com uma leve variação negativa de 0,02%. Isso depois de chegar a subir 0,49% na máxima e cair 0,56% na mínima, de modo que, no gráfico diário, formou um candle chamado de "doji", conhecido por identificar momentos de indefinição no mercado. O futuro, portanto, depende de qual dos dois exércitos estará operando com a melhor estratégia.



leia também

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: