Yara Fertilizantes confirma investimento de R$ 1 bilhão na região Sul

Aporte dependia da prorrogação de decreto que abaterá tributação

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

O presidente da Yara Brasil Fertilizantes, Lair Hanzen (na foto, à direita, cumprimentando José Ivo Sartori, ao centro), confirmou nesta segunda-feira (11) que a companhia investirá R$ 1 bilhão em seu polo de produção em Rio Grande (RS). Para concretizar o aporte, a companhia esperava por uma normativa que garantirá a redução da tributação (leia mais detalhes aqui). O decreto que reduz em 75% a alíquota do ICMS foi prorrogado por mais oito anos. 

O Rio Grande do Sul receberá investimento da Yara Fertilizantes até 2020. Os recursos serão aplicados na ampliação e na modernização do seu complexo industrial, em Rio Grande, que atualmente contempla píer próprio com ligação com o modal ferroviário, duas fábricas de produção, uma unidade industrial misturadora de fertilizantes e armazéns de depósito de produtos. Em fevereiro de 2015, a empresa já havia manifestado a intenção de ampliar a sua planta na zona sul do estado. 

Após o encontro com executivos da Yara, o governador José Ivo Sartori afirmou que o governo estabeleceu uma política forte para a atração de investimentos privados. “Só não investe no Rio Grande do Sul quem não quiser. Não falta entendimento. O governo do Estado está fazendo de tudo para superar os processos burocráticos e facilitar os empreendimentos. No conjunto mais de R$ 20 bilhões em investimentos no Estado estão em discussão. Hoje estamos dando esta notícia boa. Daqui a um mês, mais ou menos, teremos outras novidades”, prometeu. 

De acordo com Hanzen, os aportes no complexo localizado no Rio Grande do Sul possibilitarão que a Yara siga contribuindo para o desenvolvimento da agricultura, já que a expectativa é que o Brasil se afirme entre os maiores produtores mundiais de alimentos nos próximos anos. A ampliação da unidade, além de apoiar o desenvolvimento da região, duplicará a fabricação e a capacidade de mistura de fertilizantes. Em seu ápice – nos anos de 2017 e 2018, as obras devem criar mais de mil vagas diretas de trabalho, além de três a quatro mil indiretas. Junto a isso, os aportes no complexo visam ampliar a capacidade de atendimento em mercados da Região Sul, do Mato Grosso do Sul e do Paraguai, por exemplo.

“O investimento irá suprir a demanda dos agricultores brasileiros de vários estados nos próximos 25 anos. Por sua eficiência operacional e localização privilegiada, Rio Grande tem um papel fundamental para nosso desenvolvimento sustentável no país. Acreditamos no futuro do agronegócio brasileiro, que cresce mesmo em um cenário adverso. Nosso plano aqui é de longo prazo”, afirma Lair Hanzen. “Decidimos fazer o presente investimento baseados no raciocínio de que o mundo precisa de comida. E o Brasil e o Rio Grande do Sul se destacam na produção de alimentos. A agricultura continua sendo um diferencial”, resumiu o executivo. 



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