J.Malucelli nega pagamento de vantagem ilícita

Grupo paranaense foi citado em delação da Andrade Gutierrez

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Em delação premiada, ex-executivos da Andrade Gutierrez revelaram que empreiteiras responsáveis pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (foto) combinaram o pagamento de propina no valor de R$ 150 milhões, 1% do total que obteriam pelos contratos firmados pela obra. De acordo com eles, os valores seriam divididos entre PT e PMDB. Os recursos foram pagos, segundo a delação premiada, com doações legais para campanhas de 2010, 2012 e 2014. A delação da cúpula da segunda maior empreiteira do país foi aprovada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. 

As empresas que fizeram parte do consórcio se pronunciaram por meio de notas enviadas à imprensa. Detentoras de metade dos contratos do consórcio de Belo Monte, a Andrade Gutierrez, a Odebrecht e a Camargo Corrêa não quiseram se manifestar sobre o teor do depoimento de Otávio Marques de Azevedo. A Camargo Corrêa informou colaborar com as investigações por meio de um acordo com a Justiça. Advogados da OAS também não comentaram o caso porque negociam acordo. 

A Queiroz Galvão reiterou que suas atividades e contratos seguem a legislação vigente. A Contern  também negou pagamentos ilegais. A Galvão Engenharia não quis se pronunciar. A Serveng não comentou porque a delação segue em sigilo e frisou atuar na mais estrita legalidade. O Grupo J.Malucelli, com sede em Curitiba (PR), declarou que jamais efetuou pagamento de vantagem ilícita.


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