Mais que um empréstimo

Na visão do consultor Milton Pomar, crédito do CDB à Petrobras estreita relações chinesas com o Brasil

Da Redação

Mais que um empréstimo

Na edição desta segunda-feira (6) do Blog Conexão Ásia (leia o texto na íntegra aqui), o consultor Milton Pomar opina sobre o recente anúncio do empréstimo de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 11,2 bilhões) do Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) para a Petrobras. É o primeiro contrato, segundo informações da companhia, dentro de um acordo de cooperação que vai vigorar entre 2015 e 2016. Pomar entende que esse é mais um passo na estratégia chinesa em relação ao Brasil.“Para compreender esse fato, basta se colocar na perspectiva chinesa, de nação milenar, e lembrar que o Brasil é uma parceria estratégica para o país. E também recordar a sequência de ações da China em relação ao petróleo brasileiro, tanto com a Petrobras, como com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), através da sua participação decisiva no leilão do bloco do Pré-Sal, em maio de 2013”, escreve Pomar, que também edita a revista em chinês “Negócios com o Brasil”.  

Não é a primeira vez que os chineses fazem negócios envolvendo petróleo. No passado, a China já pagou antecipadamente outros valores para a Petrobas por meio do mesmo CDB. Em meio à crise global de 2009, a estatal negociou um empréstimo com o banco de fomento chinês. Na ocasião, a Petrobras tomou um financiamento de longo prazo de US$ 10 bilhões, cuja garantia é o fornecimento futuro de petróleo. Para sustentar seu crescimento econômico, a China prioriza o acesso a reservas de petróleo e fornecimento assegurado do produto num largo horizonte de tempo.

 


leia também

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: