Por que abril deve ser mais positivo para a Bovespa?

Expectativa é de que haja mais ganhos para a renda variável, diz corretora

Por Infomoney

Por que abril deve ser mais positivo para a Bovespa?

Os primeiros três meses da Bolsa se encerraram com o Ibovespa no azul, mas com ganhos ainda tímidos, de 2,3%. Mas o que esperar de abril na Bolsa?

Segundo a XP Investimentos, a expectativa é de que haja mais ganhos para a renda variável no quarto mês do ano. Para prospectar o que os investidores podem esperar neste mês, a corretora destaca os acontecimentos do mês de março e as perspectivas para o cenário econômico nacional e internacional.

Em relação a março, o índice registrou queda de 0,84%, decorrente, principalmente, do embate entre Congresso e Planalto em torno da aprovação das medidas fiscais. As maiores altas foram de Suzano e BM&FBovespa, enquanto as maiores quedas foram do setor financeiro, afetado pelo receio de menor crescimento do crédito e pelos efeitos da Operação Lava Jato. As ações da Vale, influenciadas pelo recuo do preço do minério de ferro e desaceleração da China, também sofreram. 

No mês passado, o cenário foi de ceticismo. Para este mês, três diretrizes apontam para um mercado mais confiante: a relação entre o governo e o Congresso está melhor, com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ajudando e interferindo positivamente; um maior alinhamento de Dilma com Levy, com a própria presidente defendendo declarações negativas do ministro em relação ao governo; a expectativa sobre a divulgação do balanço da Petrobras,“destravando” uma parte da economia. Além disso, boa parte do ambiente desfavorável do cenário econômico já foi precificado.  Desta forma, o ambiente é mais positivo para investidores em renda variável. 

Quanto ao cenário internacional, também se vê uma melhora. Na Europa, observa-se o início do pacote de estímulos monetários, as taxas de desemprego caindo em países como Espanha e Portugal, e sinais de recuperação em todos as nações. "No entanto a recuperação promete ser lenta", afirma a equipe de análise da XP Investimentos ao destacar que, com as compras de ativos iniciadas recentemente, ainda pairam dúvidas de seu efeito real na economia. Espera-se que o pacote desobstrua o canal de crédito, aumente o nível de inflação (ao longo do tempo) e posteriormente se reflita em um crescimento mais robusto da Zona do Euro.

Já os Estados Unidos devem crescer acima de seu potencial em 2015.  Os dados começam a indicar que o mercado de trabalho está cada vez mais sólido. Tal panorama resulta em pressão sobre a data da elevação da taxa básica de juros, com o próprio Fed precificando duas elevações de 0,25% ainda em 2015. Do outro lado, observa-se uma inflação cada vez mais distante da meta, mantendo a cautela entre os membros do Fed. Com o crescimento do país, visualiza-se um novo cenário de valorização do dólar, destaca a corretora. 

"Em suma, cenário melhorando, apesar de desafiador, o que deve manter o fluxo positivo para a bolsa brasileira no mês de abril", afirma a corretora. A principal recomendação da área de análise em relação a ações é o Itaú Unibanco, que é um ativo bastante descontado, negociando a múltiplos baixos de oito vezes o preço em relação ao lucro esperado para 2015, com elevação de spreads e expectativa de que os níveis de inadimplência permaneçam baixos.



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