Sartori pede urgência na revisão da dívida gaúcha

União recebe quase 14% do total arrecadado pelo Rio Grande do Sul

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

José Ivo Sartori, governador do Rio Grande do Sul

Como já é tradição há 40 anos, o governador abriu nesta quarta-feira (9) o calendário de eventos da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). José Ivo Sartori foi o palestrante do primeiro "Tá na Mesa" do ano. Acompanhado do presidente da Federasul, Ricardo Russowsky, e do vice-governador José Paulo Cairoli, Sartori defendeu a urgência da revisão de parâmetros da dívida do Rio Grande do Sul com o governo federal. "Estamos, sim, diante de uma nova luta federativa. Uma luta sem armas, mas que exigirá uma grande mobilização”, conclamou. 

Hoje, o Estado consome quase 14% do que arrecada para pagar a dívida com a União. "Este nível de comprometimento já é um absurdo. Não bastasse isso, os critérios de atualização estão totalmente defasados, produzindo uma flagrante e grave injustiça", criticou Sartori. O governo federal sinalizou, na terça-feira (8), com a proposta de alongamento da dívida e desconto no pagamento das parcelas por um período máximo de dois anos. A diferença desse período ficaria para o final. "Evidentemente a proposta é insuficiente para o Rio Grande do Sul. Nós estamos pedindo ao Ministério da Fazenda e a Presidência da República para tratar as questões do Estado individualmente. Foi isso que propus e desejo que aconteça", declarou Sartori. 

De acordo com o governo gaúcho, o Rio Grande do Sul devia R$ 9 bilhões em 1998, ano da assinatura do contrato, já pagou R$ 27 bilhões e ainda deve R$ 50 bilhões. O Executivo entrou com uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal questionando o pagamento de juros capitalizados, claramente nocivo ao Estado. 



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