Austeridade e pensamento positivo

Empresas apertam o cinto e fazem figa para finalizar o ano sem prejuízos

Por Leonardo Pujol, Ricardo Lacerda e Robson Pandolfi

Austeridade e pensamento positivo

Passados quase quatro meses, o ano de 2015 começa a confirmar as previsões mais pessimistas sobre o andar da economia brasileira. Não só pela evidente desaceleração da economia, pela disparada das taxas de câmbio e pela escalada dos juros, mas principalmente pelo confronto político e pelo clima geral de apreensão. Tudo no país parece esbarrar em um conjunto de perguntas sem resposta. Até onde irá o estrago causado pelos escândalos da Operação Lava Jato? Quem irá pagar a conta da rodada de ajustes fiscais promovida tanto na União quanto nos Estados? A energia pode subir mais? E o câmbio? E finalmente: como Dilma Rousseff chegará ao final do ano. O pior é que as turbulências políticas ocorrem justamente em um momento de letargia, quando os índices de confiança da indústria já não são lá grande coisa. Só em 2014, a produção industrial brasileira despencou 3,2%, segundo o IBGE. Com os obstáculos no caminho, é difícil imaginar que o desempenho será melhor em 2015. No setor de plásticos, a expectativa é de uma alta de apenas 1% na produção, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O setor automotivo aposta em uma alta de até 4% na produção, mas com vendas estagnadas. Já a cadeia calçadista prevê um cenário novamente desolador. Em 2014, as indústrias do ramo registraram queda nas vendas e uma redução de 8% no número de vagas de emprego. “Será uma façanha se, em 2015, conseguirmos repetir a performance de 2014”, explica Heitor Klein, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Nesse cenário, as empresas jogam as fichas na recuperação das vendas externas, impulsionadas por um real desvalorizado – pouco antes do fechamento desta edição, a moeda americana estava cotada a R$ 3,11. Mantendo-se nesse nível, o câmbio pode dar novo fôlego à balança comercial, que em 2014 registrou um saldo negativo de quase US$ 3,9 bilhões. Mesmo assim, há um preço a pagar. Como se sabe, o dólar alto pressiona ainda mais a inflação e afeta os custos de produção da indústria e do agronegócio, o que, no limite, pode anular o efeito positivo das vendas externas. O mesmo clima de indefinição abate o setor de serviços. Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), afirma que o momento exige uma análise cautelosa. “Ainda que o varejo venha mudando a passos largos, mais profissionalizado e mais competitivo, existem desafios como a redução de custos na folha de pagamento”, explica. Na visão dele, o tripé sobre o qual se sustenta o setor – renda, emprego e crédito – ainda não se esgotou. “Os fundamentos não estão ruins, mas a crise de confiança começa a afetar a economia real”, acrescenta. Vinícius Botelho, pesquisador da área de Economia Aplicada da FGV, acredita que a retirada dos incentivos fiscais, somada à alta na energia, resultará em uma inflação ainda mais ameaçadora. “Vai ser salgada mesmo. Tudo isso faz com que o orçamento das famílias fique ainda mais comprometido”, salienta. Nesse contexto, as empresas terão de se agarrar a qualquer oportunidade para preservar margens de rentabilidade e aumentar as vendas. Será um ano de revisão de investimentos, redimensionamento de operações, estratégias mais enxutas e, para ajudar, dedos cruzados.

Os desafios de uma gigante
Uma das variáveis mais importantes para a economia brasileira em 2015 é o desfecho da Operação Lava Jato. Primeiro, porque afeta diretamente a base de sustentação do governo federal. Segundo, porque coloca em xeque os investimentos da maior empresa brasileira, a Petrobras, e sua capacidade de realizar o sonho de extrair óleo do pré-sal. O cenário é preocupante. Até setembro de 2014, a dívida líquida da estatal era de R$ 261,4 bilhões. Com a variação cambial, porém, esse valor pode ter subido para R$ 290 bilhões, segundo as estimativas do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Para completar, o dólar em alta encareceu o preço das importações – necessárias para suprir a demanda nacional. Com isso, a Petrobras voltou à situação em que se encontrava antes do reajuste nas bombas: a de “pagar para vender”. Tudo isso em meio à deterioração de indicadores econômicos, perda do grau de investimento e forte declínio no valor de mercado. “Nesse cenário, já é possível falarmos em desinvestimento”, avalia João Luiz Zuñeda, sócio da Maxiquim, assessoria de mercado especializada nas indústrias química e petroquímica. Por desinvestimento entenda-se a suspensão de projetos que já estavam em andamento, mas que se tornaram subitamente caros demais para a Petrobras. No final de janeiro, a empresa suspendeu a construção de duas refinarias Premium – uma no Ceará e outra no Maranhão – devido à falta de parceiros e à revisão das expectativas de crescimento do mercado de combustíveis. Na ocasião, a empresa também anunciou a intenção de revisar os cronogramas de construção da Refinaria do Nordeste (Rnest), em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Para completar, a Petrobras e a Braskem têm encontrado dificuldades para renovar contratos referentes ao fornecimento de nafta – matéria-prima básica de toda a cadeia petroquímica. O contrato anterior tinha validade até 2019, mas foi suspenso em fevereiro de 2014. Desde então, a estatal tem usado o nafta para produzir gasolina. “Esse debate vem desde o ano passado, o que mostra o quanto esse tema é difícil”, avalia Zuñeda. “Isso certamente atrasa os investimentos dessas indústrias. A petroquímica, como um todo, está parada.”

Energia cara e rara
Quinze anos depois, o Brasil volta a conviver com o risco de um racionamentro sistemático de energia. São Paulo já vive os efeitos de uma estiagem sem precedentes. Enquanto isso, o país já registra quedas ocasionais no fornecimento de luz em 11 Estados e no Distrito Federal.  Em fevereiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), elevou de 4,9% para 7,3% o risco de desabastecimento nas regiões sudeste e centro-oeste – acima do limite de segurança de 5%. O ministro Eduardo Braga já avisou que o país terá “problemas graves” se os reservatórios chegarem a apenas a 10% de capacidade. O cenário só ficará mais claro a partir do final de abril, mês de encerramento do período de chuvas no sudeste. Só então será possível avaliar a real situação dos reservatórios para o restante do ano. “Dependemos muito de São Pedro”, sintetiza André Trein, analista da Fundamenta Investimentos. Se for necessário, o racionamento entrará em vigor no segundo semestre.  O que fazer caso o pior ocorra? Ninguém sabe. O certo é que haverá prejuízos. Uma recente pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) revela que 69% das empresas do setor na região sudeste não têm alternativa para manter a produção diante da falta de suprimento. As outras 31% já investem na compra de geradores a diesel ou a gasolina. Números semelhantes despontam nos demais setores da indústria. Armando Castelar, coordenador de Economia Aplicada no Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV), estima que um racionamento de 5% pode gerar uma queda de até um ponto percentual no PIB brasileiro. “Isso se a faixa de restrição for de 5%. Se for mais, bom... aí a queda do PIB será maior”, diz ele. Na origem de um “Apagão 2” há não só a falta de chuvas, mas também a estiagem de investimentos e a intervenção do governo nas tarifas. Em 2013, o setor elétrico registrou um prejuízo de R$ 32 bilhões no país. Para amenizar os impactos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda criar uma linha de crédito para incentivar a microgeração. Também estão previstos sete leilões de energia, inclusive de fontes alternativas, além de quatro leilões de transmissão. De qualquer forma, é inevitável que as tarifas continuem subindo – a expectativa é de que encerrem o ano 50% mais altas. “Para o consumidor, o ano não será ruim; será horrível. Além de arcar com a conta, ele estará suscetível ao racionamento”, critica Paulo Milano, diretor da Siclo Consultoria.

Hora de semear a mudança
Os mais recentes relatórios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não deixam dúvidas: o Brasil vai, mesmo, comemorar uma safra recorde de grãos na temporada 2014/2015. As estimativas apontam para uma colheita de 198,6 milhões de toneladas, 2,6% superior à registrada na temporada anterior. Por um lado, a estimativa é alentadora. Responsável por fazer girar 22,5% do PIB nacional, o agronegócio deve crescer ainda mais e ajudar a economia brasileira a andar para a frente em 2015. Com o câmbio em alta, o preço das exportações também deve subir, dando fôlego para a balança comercial. Por outro lado, o aumento da oferta pressiona ainda mais as já depreciadas cotações das commodities agrícolas no mercado internacional. Da mesma forma, a alta do dólar eleva os custos de insumos – especialmente adubos e fertilizantes, que são importados em larga escala. Resumo da ópera: ainda é cedo para afirmar se 2015 será bom ou ruim para o principal pilar da economia brasileira. “A margem de rentabilidade dos produtores será, certamente, menor. A não ser para aqueles que têm vendas em dólar – estes terão uma pequena compensação”, explica Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com cintos apertados, os produtores investem menos em máquinas e insumos – e perdem capacidade de manter a lavoura em expansão. Mais ainda em um país como o Brasil, que sofre com gargalos crônicos de infraestrutura tanto para armazenar quanto para distribuir a produção. Nesse contexto, as apostas do setor recaem sobre Kátia Abreu, nomeada para comandar o Ministério da Agricultura. “Ela é do setor, conhece todos os problemas e tem ligação estreita com a presidente [Dilma]. A expectiva é de que ela mude esse paradigma desfavorável”, afirma Rodrigues, que foi titular da pasta no primeiro mandato de Lula. O que se espera é que Kátia adote políticas para favorecer os agricultores – um de seus objetivos é “dobrar a classe média rural” nos próximos quatro anos. Mesmo assim, o cenário exige que o setor se mobilize para continuar competitivo. “Isso é um ponto forte: houve períodos em que os produtores tinham uma visão especulativa. Hoje, eles têm se mostrado bons gestores”, destaca Fabio Trigueirinho, secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

O Brasil de olho no FED
O redespertar da economia norte-americana deixou de ser uma tendência – agora, é uma realidade consolidada. Desde a grande crise do subprime em 2008 e 2009, os Estados Unidos já emplacaram cinco anos consecutivos de crescimento no PIB. Só em 2014, a alta foi de 2,4%, ou 0,2 ponto percentual maior do que a do ano anterior. No mesmo período, a taxa de desemprego chegou a 5,6% da população economicamente ativa, o menor patamar em mais de seis anos. “É a confirmação de tudo que os americanos fizeram para se recuperar da crise”, afirma Fernando Góes, analista técnico da Clear Corretora. A arrancada dos Estados Unidos coloca o Brasil diante de duas tendências imediatas. A primeira delas é de recuperação nos fluxos de comércio com empresas norte-americanas – que costumam adquirir principalmente produtos manufaturados e semimanufaturados. A outra, porém, é menos alentadora: o Federal Reserve (Fed) deve elevar novamente os juros básicos dos Estados Unidos. Isso pode não só elevar o valor relativo do dólar, mas também reduzir a atratividade de países emergentes – como o Brasil – perante grandes investidores. “O nosso próprio ajuste monetário vai demorar mais para surtir o efeito desejado caso isso ocorra”, reflete Marco Antônio dos Santos Martins, diretor técnico da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-Sul). Para não sair do radar dos investidores, o governo brasileiro tem uma opção óbvia: aumentar ainda mais os juros básicos (Selic), que estabelecem o patamar de remuneração dos títulos de dívida soberana do Brasil. Desde outubro de 2012, o Banco Central já promoveu vários reajustes, elevando a taxa básica de 7,25% para 12,75% ao ano, uma diferença de 5,5 pontos percentuais. Mesmo assim, tudo leva a crer que o governo terá de apertar ainda mais o cinto para domar a inflação, que no ano passado fechou acima do teto da meta. “Todos esses possíveis desdobramentos estão previstos e o mercado já vem se antecipando a eles há um bom tempo”, diz Góes, da Clear. Recentemente, a presidente do Fed, Janet Yellen (foto), disse que um provável aumento dos juros americanos deve ocorrer somente a partir de junho. Resta esperar e ver.

Na China, menos números e mais eficiência
Durante anos, o crescimento do PIB foi uma obsessão para a China. Com a missão de promover a inclusão econômica de mais de 1 bilhão de pessoas, o governo chinês não ousava pensar em um crescimento inferior a 8% ao ano. Desde 2012, porém, o país vem revendo esse conceito. O objetivo é se afastar do “pibismo” e corrigir as mazelas geradas pelo crescimento desenfreado – entre elas, a explosão do crédito e a alta poluição. Em 2014, 20 das 31 províncias e megacidades da China ficaram abaixo das metas estabelecidas. Resultado: o PIB do país cresceu 7,4%, ficando 0,1 ponto percentual abaixo do projetado. A ordem, agora, é focar a qualidade e não o tamanho do crescimento. Xangai, um dos maiores centros econômicos da China, foi quem deflagrou essa nova postura. A tendência, agora, é que mais cidades coloquem o pé no freio. Analistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) já cogitam um crescimento de 6,9% e 7,1% em 2015 – e de apenas 6,3% em 2016. “A verdade é que a China não tem mais a pretensão de crescer 10%”, resume Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC).  Apesar da perda de fôlego, a China tem aumentado o consumo interno – o que deve seguir acontecendo nos próximos anos. O Partido Comunista quer, até 2030, viabilizar a migração de 400 milhões de pessoas dos campos para a cidade – e haja casa, alimento e transporte para tanta gente. Nesse cenário, o Brasil poderia ser beneficiado com a manutenção ou aumento das vendas de commodities agrícolas e minerais, certo? Não é o que mostra o Banco Mundial. Em um estudo recente, a instituição revelou que uma desaceleração de um ponto percentual na economia chinesa pode diminuir em 0,8 ponto a expansão da economia brasileira em até dois anos. Mas o presidente do CCIBC faz uma ressalva: “A situação em que está o Brasil não ocorre por causa da China. É fruto da sua incapacidade de criar riqueza”, critica. Certo ou errado, o fato é que os exportadores brasileiros precisarão ter muita criatividade para crescer. Um bom agouro está no fato de que 2015, para os chineses, é o ano da cabra – bicho que se caracteriza justamente pela ousadia e inventividade.

O novo destino de quem exporta
O ano será de transformações importantes na balança comercial brasileira. Não só por causa das variações na taxa de câmbio, que oferecem novas perspectivas para exportadores e importadores, mas também por causa da recuperação do ímpeto econômico dos Estados Unidos. Se tudo sair conforme a previsão dos especialistas, o mercado norte-americano pode retornar à condição de principal destino dos embarques brasileiros – um posto que, desde 2009, pertence à China. Só em 2014, as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 9,2% em relação a 2013. O volume chegou a US$ 27,1 bilhões – sendo US$ 15 bilhões (54%) em manufaturados e semimanufaturados. Neste ano, esse processo deve se consolidar com base em duas tendências: a queda do preço geral das commodities agrícolas e a desaceleração da economia chinesa. Em janeiro deste ano, o valor dos embarques para a China encolheu 35%.  O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, escolheu justamente os Estados Unidos como destino de sua primeira viagem oficial. Lá, ele se reuniu com a secretária de comércio norte-americana, Penny Pritzker, para tratar de temas como facilitação de comércio, investimentos e inovação. “Foi um encontro muito positivo, em que ficou claro o grande interesse de ambas as partes em avançar numa agenda de integração e produzir resultados”, disse o ministro, após a reunião.  A retomada do diálogo diplomático – que havia se estremecido a partir das denúncias de que a Agência de Segurança dos Estados Unidos espionava o governo brasileiro – vem em um momento providencial. Em 2014, o Brasil registrou um déficit de US$ 3,9 bilhões na balança comercial. De lá para cá, a situação piorou: só em fevereiro, o déficit acumulado foi de US$ 2,8 bilhões. Para reverter esse quadro, o país tem de apostar na venda de produtos com maior valor agregado, cujos preços andem descolados das oscilações das commodities agrícolas. “Os Estados Unidos devem ser a prioridade do governo e dos exportadores”, indica José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).  “Para isso, no entanto, é preciso que tenhamos condições de oferecer preços melhores.”

Argentina e o futuro possível para o Mercosul
Em outubro, os argentinos vão às urnas para escolher o sucessor de Cristina Kirchner. Seja qual for o resultado, a expectativa é de que a mudança de governo ajude a estabelecer um clima de maior cooperação entre a Argentina e o Brasil. No ano passado, o intercâmbio comercial entre os dois países caiu de US$ 36 bilhões para US$ 28,4 bilhões – o menor volume desde 2008. Consequentemente, o saldo comercial despencou de US$ 3,1 bilhões para singelos US$ 141 milhões a favor do Brasil.  Nos últimos 12 anos, a Argentina “kirchnerista” tem sido um parceiro difícil para o Brasil. Nos tempos de Néstor Kirchner, eleito em 2003, as negociações chegaram a saltar de US$ 7 bilhões para US$ 40 bilhões. Parecia promissor. Mas as cifras logo regrediram na esteira de medidas protecionistas aplicadas por Buenos Aires. Um exemplo foi a “Guerra das Geladeiras”, que barrou a entrada de eletrodomésticos e televisores brasileiros. A situação se agravou quando Cristina Kirchner  ficou viúva, em 2010. Desde então, a presidente argentina se desfez de uma série de conexões e desistiu de projetos que tinham grande importância para o Brasil desde 2003. Para completar, o momento político e econômico de ambos os países não é nada bom. O resultado prático é que o Brasil perdeu espaço no mercado argentino. Hoje, a China desponta como principal parceiro comercial dos hermanos. Ao mesmo tempo, a Casa Rosada segue impondo barreiras protecionistas específicas para as empresas brasileiras, como a que deu origem ao atual entrave no acordo automotivo mantido entre os dois países.  Alberto Alzueta, presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, reconhece que a relação entre os dois países não está no melhor caminho. A Argentina, diz ele, parece não valorizar o potencial brasileiro. Já o Brasil está dormindo no ponto e deixando brechas para a concorrência da China. “As indústrias brasileiras e argentinas esquecem que são complementares e perdem a chance de gerar um terceiro mercado”, diz. “Mas acredito que as eleições de outubro trarão as mudanças necessárias na política econômica argentina”, projeta. 



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