Investigação sobre Lula agita mercado financeiro

Nova fase da Operação Lava-Jato derruba dólar e impulsiona Ibovespa

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A deflagração de uma nova etapa da Operação Lava-Jato, que envolve diretamente o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, repercutiu no mercado financeiro nesta sexta-feira (04). Logo no início das negociações, o dólar registrou fortes quedas em relação ao real, sendo a moeda brasileira a de maior valorização entre as emergentes no dia. A baixa chegou a superar 3%, mas o dólar amenizou a queda e encerrou a R$ 3,76 (-1,09%).

O impacto da notícia de que a Polícia Federal (PF) conduziu coercitivamente para depoimento o ex-presidente Lula, seu filho Fábio da Silva e Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula, foi maior na bolsa de valores. O Ibovespa registrou alta de 4,33% nesta sexta-feira, puxado pelo bom desempenho das ações da Petrobras, que subiram mais de 17%. Enquanto isso, as  exportadoras BRF, Embraer, Klabin recuaram, respondendo à trajetória do dólar no cenário doméstico.  

Este é o segundo dia no qual o cenário político se sobrepõe aos acontecimentos do mercado nacional e internacional. Nesta quinta-feira (03), mesmo com a notícia de que o PIB brasileiro havia caído 3,8% no ano passado, o Ibovespa subiu 5,12% e o dólar caiu 2,27%, fechando a R$ 3,80. As oscilações foram motivadas pela reportagem da revista "IstoÉ", segundo a qual o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) teria feito uma série de denúncias contra a presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula em delação premiada no âmbito da Operação Lava-Jato.

Segundo analistas, o mercado tem reagido de forma positiva às notícias que envolvem - direta e indiretamente - agentes do governo federal por querer o impeachment da presidente Dilma Roussef. Uma troca de governo sinalizaria melhorias macroeconômicas nacionais, como menor intervenção estatal no setor privado e maior austeridade na política fiscal. 


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