A Rede quer avançar no Sul

Credenciadora do Itaú ambiciona crescer na região

Por Laura D´Angelo, de São Paulo

laura.cauduro@amanha.com.br

Fernando Chacon, presidente da Rede, credenciadora do Itaú Unibanco

Mesmo dividindo a liderança com a Cielo no mercado de credenciadoras no Brasil, a Rede (ex-redecard) quer conquistar mais terreno – e a região Sul está na mira. A rede de adquirência do Itaú Unibanco quer ser um oponente mais duro para duas concorrentes do setor, Getnet e Vero, que, apesar de terem participações bem menores no market share nacional, têm presença maior do Paraná para baixo. “Nós vamos brigar para conquistar os espaços dos concorrentes”, avisa Fernando Chacon (foto), que assumiu a presidência da Rede em dezembro passado. No momento, a Rede tem contado com a ajuda do Sicredi para ter sua atuação mais capilarizada no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul. A cooperativa de crédito oferece a Rede como opção para os clientes que trabalham no comércio. 

Mas a empresa, que hoje detém 35% do mercado brasileiro, quer intensificar a oferta de serviços para angariar os lojistas que trabalham com outras credenciadoras. Essa, aliás, será a estratégia adotada pela Rede em todo o país para mitigar as consequências da baixa confiança do consumidor e da inflação na indústria dos pagamentos eletrônicos, na qual se inserem as adquirentes como a Rede. A perspectiva é que o setor, que de 1995 a 2014 cresceu ao ritmo de 20% ao ano, tenha um aumento de, no máximo, 6%. Segundo Chacon, a Rede atuará em duas frentes: trabalhar como parceira dos lojistas para oferecer descontos e atrair os consumidores e, também, adaptar os pagamentos de acordo com o fluxo de caixa mais lento dos comerciantes. 

Tendência do mercado
Desde o início do ano passado, não há mais a exclusividade que restringia o uso de determinadas bandeiras a algumas credenciadoras. A medida abriu a possibilidade para o crescimento e surgimento de novas empresas e pressionou os preços de tarifas para baixo. Mas, de acordo com Chacon, a tendência é que a disputa entre as redes de adquirência se concentre no valor agregado e não nos preços. “O preço ficará uniforme, terá pouca diferença para atrair um cliente. O diferencial será a funcionalidade que será oferecida”,explicou o executivo durante encontro com jornalistas nesta quinta-feira (3) em São Paulo. 

E a Rede tem investido nisso. Em abril entram em operação 3 mil máquinas que, além de capturar a transação do cartão, possibilitam aos comerciantes baixar aplicativos que auxiliem na gestão dos negócios. Se o projeto vingar, a companhia espera encomendar mais 40 mil terminais até o final do ano. Outro foco da Rede tem sido desenvolver tecnologias que a insiram em mais segmentos dentro da cadeia de pagamentos eletrônicos, além dos tradicionais lojistas. “Vamos investir muito nos próximos anos para que o pagamento seja cada vez mais imperceptível”, promete Chacon. 


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