Grendene tem lucro líquido de R$ 454 milhões em 2015

O valor é 13,7% maior em relação ao ano anterior

Da Redação

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Grendene tem lucro líquido de R$ 454 milhões em 2015

A Grendene, mesmo com queda de 1,4% na receita líquida, registrou lucro operacional ajustada de R$ 454,7 milhões, crescimento de 13,7% em relação ao ano anterior. De acordo com Francisco Schmitt, diretor financeiro e de relações com Investidores da fabricante de calçados, estes resultados devem ser analisados tendo em mente que a empresa estima que o consumo de calçados no Brasil teve queda entre 8% e 10% e a Grendene apresentou uma queda no volume de pares vendidos de 12%, tanto no mercado interno como nas exportações – em grande parte compensada pelo aumento nos preços unitários de 9,9%, o que resultou em queda na receita líquida de 1,4%.

De fato, o ambiente econômico não favoreceu as empresas em 2015 e piorou no quarto trimestre quando a Grendene registrou R$ 674,9 milhões de receita líquida, resultado 8,9% menor do que o mesmo período de 2014. No período, houve melhora no lucro líquido de 22,7%, que chegou a R$ 240,3 milhões. O mercado externo segue contribuindo para os bons resultados e a Grendene se manteve na liderança das exportações do setor pelo 13º ano consecutivo, com 37% do volume total de pares de calçados brasileiros exportados (45,9 milhões de pares). 

Francisco Schmitt ressalva que todos os números nas análises da empresa foram ajustados com a exclusão dos efeitos provocados pelos prejuízos e perdas no investimento na controlada A3NP (controlada no setor de móveis) nos resultados da Grendene, que são não recorrentes, no valor total de R$ 52 milhões reconhecidos no ano de 2015. Esta exclusão dos efeitos para análise do desempenho da Grendene decorre da decisão da companhia em não fazer novos investimentos neste negócio, exceto os que sejam necessários para vender sua participação ou encerrar as atividades desta controlada.

O executivo avalia que em 2016 o aumento de margens terá que vir do aumento na produtividade e racionalização de custos uma vez que do aumento de volumes será difícil. Por outro lado, no mercado externo, favorecido por taxas de câmbio melhores, a estratégia de fugir da exportação de “commodities” vem dando certo. A empresa cresce com boas margens e com a desvalorização da moeda brasileira as exportações contribuíram para o resultado com margens melhores, o que deve continuar.

“No mercado interno, o desejo dos consumidores pelos produtos da Grendene não diminuiu, mas seu poder de compra sim”, avalia o diretor da empesa. Desta forma, o desafio será continuar a atender às expectativas dos consumidores com produtos que caibam em seu orçamento. 



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