S&P's rebaixa rating do Brasil de BB+ para BB

Agência ressalta que há chance de um novo corte da nota

Da Redação

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Standard & Poor´s rebaixa novamente nota de crédito do Brasil

A agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou nesta quarta-feira (17) que rebaixou o Brasil de "BB+" para "BB". A S&P também manteve a perspectiva negativa para a nota, ou seja, há uma chance do país ter o rating cortado novamente em um futuro próximo. No dia 9 de setembro, a S&P já havia retirado o selo de bom pagador do país.

Em relatório, a S&P afirmou que o crescimento deve retornar em 2017. A agência declara ainda que o PIB brasileiro deve registrar contração de 3,6%, enquanto neste ano a economia deve recuar 3%. "Os desafios econômicos e políticos do Brasil continuam consideráveis e agora a expectativa é de um processo de ajuste mais longo. Uma correção mais lenta da política fiscal assim como outro ano de profunda contração econômica", revela a S&P em nota. A perspectiva negativa, ressalta a agência, indica que há chance maior que uma em três de um novo rebaixamento, por conta do risco de uma reversão na política, iniciativas políticas inconsistentes ou uma turbulência econômica maior que a esperada.

O novo rebaixamento do Brasil pela S&P não alterará a perspectiva de recuperação da economia brasileira no médio prazo, informou o Ministério da Fazenda em nota. A pasta reafirma que continua trabalhando para alcançar o reequilíbrio fiscal e criar condições para a retomada do crescimento e assegurou que o governo mantém a capacidade de honrar os compromissos. A nota destaca que o governo está empenhado na aprovação de mudanças que melhorarão as contas públicas. Para este ano, ressalta o ministério, as prioridades são a votação das propostas de emenda à Constituição que desvincula parte do Orçamento Federal e que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). 

Além das reformas estruturais, o ministério ainda declara que elabora uma proposta que cria um limite para o crescimento das despesas primárias no médio prazo. “Em seu conjunto, essas medidas reduzirão as incertezas fiscais, promoverão a melhora nos níveis de confiança, reduzirão as taxas de juros de longo prazo e a volatilidade da taxa de câmbio. Essas condições são fundamentais para a retomada dos investimentos”, relata o documento.


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