Uma oferta de ações da Petrobras é viável? Morgan Stanley responde

Banco norte-americano diz que sim

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Uma oferta de ações da Petrobras é viável? Morgan Stanley responde

Em um relatório, o banco Morgan Stanley destacou as cinco alternativas que a Petrobras (PETR3;PETR4) possui  para consertar a estrutura de capital da companhia: renegociação com detentores de dívida, aumento dos combustíveis, redução dos investimentos e do capex e suporte do governo federal. Esta última medida é considerada polêmica e vem sendo refutada pela companhia, por isso o Morgan Stanley indica que pode ser reconsiderada. "Desde a intensificação da operação Lava Jato, temos visto uma oferta de ações como uma solução viável para consertar a estrutura de capital da Petrobras", afirmam os analistas. E, segundo eles, a situação do balanço "exige medidas potencialmente extremas e nenhuma solução deve ser tabu".

O Morgan Stanley ressalta também que o aumento de capital em 2010 no valor de US$ 70 bilhões deixou um "gosto amargo" na boca dos investidores. Além disso, a emissão de ações quando os papéis estão sendo negociados em uma relação de 0,4 vezes o preço em comparação ao booking value torna, de fato, uma decisão difícil.

Contudo, o banco avalia que a nova equipe poderia ver essa alternativa como uma estratégia para recapitalizar a empresa e viabilizar o desenvolvimento de reservas incomparáveis através da exploração do pré-sal. "Nossa estimativa é de que uma emissão de ações entre US$ 30 a 40 bilhões fariam com que os níveis da dívida da Petrobras convergissem para níveis mais confortáveis". Contudo, além dos potenciais desafios para executar uma grande operação como essa em um momento delicado para a empresa e para o mercado de ações, os analistas veem que haveria dois principais debates em torno da estrutura de uma emissão.

A primeira questão é se a Petrobras emitiria só ações preferenciais, em que o governo não iria participar. A Petrobras tem atualmente cerca de 43% do seu capital total em ações preferenciais, e poderia ir até dois terços. Isso significa que a empresa seria capaz de emitir até 9,28 bilhões de novas ações preferenciais (US$ 56,7 bilhões a preços correntes). "No entanto, acreditamos que o mercado não estariam dispostos a entrar com transações que envolvessem só papéis preferenciais", uma vez que o compromisso do governo é muito importante nesta fase.

A segunda questão é como o governo federal participaria, vendo dificuldades do governo de injetar dinheiro novo na empresa, dado o equilíbrio fiscal atual do país. A alternativa de venda de barris de petróleo adicional na Petrobras, como foi feito no aumento de capital anterior, não é uma opção viável. A alternativa menos perturbadora seria considerar uma conversão de dívida que com o BNDES e que o Morgan estima entre US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões.

 



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